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Irão: Teerão critica saída dos EAU da OPEP e denuncia pressão política

O Irão denunciou a participação dos Emirados Árabes Unidos "na agressão dos Estados Unidos ao Irão" nas últimas semanas, acusando o país do Golfo de contribuir para a insegurança na região.

As autoridades iranianas classificaram esta segunda-feira como "inaceitável" a decisão dos Emirados Árabes Unidos (EAU) de saírem da OPEP e da OPEP+, acusando Abu Dhabi de pressionar os restantes membros da organização de países exportadores de petróleo.

Críticas do Irão à saída dos EAU da OPEP e denúncia de pressão política
Críticas do Irão à saída dos EAU da OPEP e denúncia de pressão política Marwan Naamani/picture-alliance/dpa/AP Images

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, Esmaeil Baqaei, argumentou que a decisão surge como reação aos acontecimentos regionais e criticou o que considerou ser uma instrumentalização política da organização petrolífera.

"Creio ser inaceitável que um país tome esta medida como uma reação aos acontecimentos regionais e para pressionar os membros da OPEP", declarou Baqaei, citado pela emissora estatal IRIB.

As autoridades iranianas denunciaram ainda a participação dos Emirados Árabes Unidos "na agressão dos Estados Unidos ao Irão" nas últimas semanas, acusando o país do Golfo de contribuir para a insegurança na região.

Os Emirados Árabes Unidos anunciaram na terça-feira a saída da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e da aliança OPEP+, decisão que entrou em vigor a 01 de maio, justificando-a com a necessidade de alinhar a sua estratégia com o mercado energético a longo prazo.

A retirada ocorre após mais de dois meses de conflito no Médio Oriente, período durante o qual o Irão, também membro da OPEP, lançou ataques contra posições dos Emirados Árabes Unidos.

O Governo de Abu Dhabi já tinha indicado que iria reavaliar as suas relações com países vizinhos na sequência de ataques às suas infraestruturas energéticas.

Após o anúncio dos EAU, a OPEP passa a ser composta por 11 países membros, focados na coordenação da produção e preços do petróleo: Arábia Saudita, Irão, Iraque, Kuwait, Venezuela, Argélia, Gabão, Guiné Equatorial, Líbia, Nigéria e República do Congo.

A aliança OPEP+ também inclui a Rússia.

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