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As mortes constituem um "assassínio seletivo" e uma "violação flagrante do direito internacional", afirmou Araghchi no canal oficial do Telegram.
O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, condenou este domingo o ataque israelita que, na véspera, causou a morte de três jornalistas libaneses.
Abbas Araghchi, ministro dos Negócios Estrangeiros iranianoAP
As mortes constituem um "assassínio seletivo" e uma "violação flagrante do direito internacional", afirmou Araghchi no canal oficial do Telegram.
O ataque israelita que matou três jornalistas libaneses, entre eles uma correspondente da al-Mayadeen, afiliado do Hezbollah, e um da al-Manar, pró-Irão, anunciou fonte militar.
"A jornalista da al-Mayadeen, Fatima Ftouni, e o correspondente da al-Manar, Ali Shouaib, foram mortos num ataque aéreo israelita contra o carro em que seguiam, na região de Jezzine", disse fonte militar, citada pela Agência France Presse (AFP).
O irmão de Fatima Ftouni, operador de câmara, também foi morto no ataque.
O exército israelita defendeu que Ali Shaib pertencia à força de elite al-Radwan do movimento xiita Hezbollah.
Na rede social Telegram, a al-Mayadeen já confirmou a morte de Fatima Ftouni.
A al-Manar também já anunciou a morte do seu correspondente de guerra e um dos jornalistas mais antigos do canal.
A ofensiva no Irão coordenada entre os Estados Unidos e Israel completou no sábado um mês.
O ataque israelo-norte-americano desencadeou a retaliação do Irão, que disparou drones e mísseis contra alvos militares e estratégicos em diversos países aliados de Washington no Médio Oriente.
Washington e Teerão iniciaram conversações indiretas com mediação do Paquistão.
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na quinta-feira que, para dar espaço às negociações, adiou até 06 de abril o ultimato dado ao Irão para desbloquear o estreito de Ormuz, ameaçando, caso contrário, destruir as suas centrais elétricas.
Na quinta-feira registou-se outro incidente com jornalistas, desta vez com uma equipa de reportagem da cadeia de televisão norte-americana CNN, provocado pelo "comportamento violento" do exército israelita".
Os jornalistas da CNN estavam a cobrir as consequências de um ataque de colonos e o estabelecimento de um posto avançado perto da aldeia palestiniana de Tayasir (nordeste da Cisjordânia) quando foram alvejados por soldados israelitas, segundo denunciou no sábado a Associação de Imprensa Estrangeira (AIE).
Num comunicado, a AIE condenou o "comportamento violento" de soldados israelitas contra a equipa de reportagem da CNN na Cisjordânia ocupada, bem como a sua "detenção arbitrária", tendo o exército anunciado que vai abrir uma investigação.
Embora se tenham "identificado claramente", segundo a associação, os jornalistas e civis palestinianos foram ameaçados, com os soldados a apontarem as armas e a ordenarem a interrupção das filmagens.
"Um soldado abordou o fotojornalista da CNN por trás, agarrou-o pelo pescoço, atirou-o para o chão e danificou o seu equipamento. A equipa, juntamente com outros palestinianos presentes, foi então detida durante aproximadamente duas horas, sendo deliberadamente impedida de realizar o seu trabalho", denunciou a AIE, especificando que toda a cena tinha sido filmada.
"O comportamento dos soldados neste incidente não representa o exército israelita e contraria o que se espera dos seus membros e será investigado", disse o porta-voz internacional do exército, tenente-coronel Nadav Shoshani, numa mensagem no X.
Ao receber o relatório, "agiu-se para resolver a situação o mais rapidamente possível", acrescentou, afirmando que já tinha "pedido desculpa em privado" e que queria garantir o respeito pela liberdade de imprensa.
A AIE, que representa centenas de jornalistas que cobrem Israel e os territórios palestinianos para órgãos de imprensa estrangeiros, indicou que apresentou uma queixa.
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