Ursula von der Leyen defendeu uma libertação coordenada das reservas de petróleo, caso seja necessário.
A Comissão Europeia vai apresentar este mês medidas contra o impacto económico da guerra no Médio Oriente, anunciou esta segunda-feira Ursula von der Leyen, destacando ainda que os ataques de Israel ao Líbano agravam a instabilidade na região.
CombustíveisAntónio Pedro Santos/Lusa
A presidente do executivo comunitário referiu que o conflito "já custou à UE 22 mil milhões de euros em importações de combustíveis fósseis em 44 dias, sem que tenha sido acrescentado uma molécula de energia adicional", referindo-se à crise dos preços dos combustíveis causada pela guerra lançada em 26 de fevereiro pelos Estado Unidos e Israel contra
"Isto demonstra o enorme impacto que a guerra tem na nossa economia, mesmo que as hostilidades cessem imediatamente, as perturbações no abastecimento energético no Golfo persistirão durante algum tempo", acrescentou von der Leyen.
Entre essas medidas, Bruxelas irá propor uma "coordenação robusta" na União Europeia (UE), tanto através da promoção de compras conjuntas de gás como da coordenação do enchimento dos reservatórios para o próximo inverno, de modo a que os Estados-Membros não "entrem no mercado ao mesmo tempo e concorram entre si".
Ursula von der Leyen, que defendeu ainda uma libertação coordenada das reservas de petróleo, caso seja necessário.
A Comissão irá ainda propor aos 27 orientações para que as medidas "concretas, rápidas e temporárias" adotadas pelas capitais para fazer face ao aumento dos preços dos combustíveis "não tenham impacto no mercado interno".
A líder do executivo comunitário está também preocupada que "um ataque contínuo ao Líbano ameace descarrilar todo o processo.
"Não se pode ter estabilidade no Médio Oriente ou no Golfo enquanto o Líbano estiver em chamas, por isso, apelamos a todas as partes para que respeitem a soberania do Líbano e implementem uma cessação completa das hostilidades".
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