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Governo irlandês apresenta reduções fiscais sobre os combustíveis depois de seis dias de bloqueios aos portos e autoestradas

Gabriela Ângelo
Gabriela Ângelo 13 de abril de 2026 às 13:33
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Numa tentativa de apaziguar manifestantes que durante seis dias bloquearam pontos estratégicos do país, como refinarias, autoestradas e portos, o governo irlandês procura agora diminuir os preços dos combustíveis e irá pedir ajuda à Comissão Europeia.

O governo irlandês anunciou este domingo reduções fiscais de mais de 500 milhões de euros sobre os combustíveis numa tentativa de apaziguar manifestantes que bloquearam durante seis dias os principais portos e autoestradas do país. 

Protestos pelo aumento do preço dos combustíveis em Dublin, a capital irlandesa
Protestos pelo aumento do preço dos combustíveis em Dublin, a capital irlandesa
Protestos pelo aumento do preço dos combustíveis em Dublin, a capital irlandesa
Protestos pelo aumento do preço dos combustíveis em Dublin, a capital irlandesa
Protestos pelo aumento do preço dos combustíveis em Dublin, a capital irlandesa
Protestos pelo aumento do preço dos combustíveis em Dublin, a capital irlandesa

O pacote foi apresentado poucas horas depois das autoridades terem conseguido dispersar os manifestantes dos portos de Galway e Foynes, no oeste da Irlanda, assim como na avenida central de Dublin, O’Connell Street, bloqueados por tratores e camiões desde terça-feira. Esta dispersão aconteceu um dia depois da polícia ter quebrado um bloqueio semelhante à única refinaria de petróleo do país no condado de Cork. 

Segundo a imprensa estatal irlandesa, , o primeiro-ministro, Micheál Martin, afirmou que o governo iria prolongar medidas para reduzir o imposto especial sobre os combustíveis, havendo uma redução de 10 cêntimos por litro, tanto no gasóleo como na gasolina a partir desta terça-feira, dia 14. Irá adiar ainda um aumento do imposto sobre o carbono, assim como um regime de subsídios aos combustíveis para agricultores e pescadores. 

Postos de abastecimento ainda sem combustível

Os protestos que duraram quase uma semana resultaram em centenas de postos de abastecimento sem combustível. À , o diretor executivo da Associação de Lojas de Conveniência e Quiosques, Vincent Jennings, que representa mais de 1500 retalhistas de 300 postos de abastecimento, alertou que vai demorar “algum tempo” até que a situação volte ao normal. 

Apesar de muitos postos continuarem sem combustível durante a manhã desta segunda-feira, estão previstas entregas ainda para o dia de hoje ou amanhã, afirmou. Jennings estimou ainda que no pior dos cenários, poderá demorar até seis dias para que o serviço regresse à normalidade sem interrupções.

Apoio por parte da União Europeia

O Comissário Europeu da Irlanda, Michael McGrath, irá abordar também a questão dos protestos contra o aumento dos preços dos combustíveis numa reunião de emergência da Comissão Europeia esta manhã de segunda-feira.

Ao programa na noite deste domingo considerou ser “importante que os Estados-Membros, incluindo a Irlanda, tenham a flexibilidade necessária neste momento para apoiar os cidadãos e os setores críticos face aos efeitos da crise energética internacional”. O governo irlandês procura então obter apoio da Comissão Europeia para reduzir as taxas sobre os combustíveis, em específico para os agricultores. 

Os agricultores e os camionistas têm sido os mais afetados pelo aumento dos custos do gasóleo e da gasolina provocado pelo conflito no Médio Oriente e pelo encerramento do Estreito de Ormuz por parte de Teerão, uma via crucial para a passagem de combustível. 

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