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Hezbollah rejeita proposta de cessar-fogo anunciada pelos EUA: "Significaria rendição"

Luana Augusto
Luana Augusto 04 de junho de 2026 às 15:29
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Israel e Líbano concordaram esta quinta-feira em implementar um cessar-fogo, desde que o Hezbollah cessasse por completo os ataques. O grupo militante rejeitou, no entanto, esta proposta ao classificá-la como "absurda" e "humilhante".

O Hezbollah rejeitou esta quinta-feira o mais recente entre Israel e o governo libanês - cujas negociações foram mediadas pelos Estados Unidos. O grupo militante exigiu, por contrapartida, a retirada imediata das forças israelitas do Líbano, mas Israel já veio a dizer que não se irá retirar a região.

Ataque aéreo israelita na vila de Arnoun, no sul do Líbano
Ataque aéreo israelita na vila de Arnoun, no sul do Líbano Stringer/picture-alliance/dpa/AP Images

“O que nos preocupa é o fim da agressão, o cessar-fogo e a retirada de Israel”, disse o líder do grupo armado, Naim Kassem, numa declaração lida na televisão. “Enquanto as nossas aldeias não estiverem seguras, forem bombardeadas e destruídas, e o nosso povo for morto, [o norte de Israel] não estará seguro."

Este anúncio surge no mesmo dia em que os Estados Unidos anunciaram que o Líbano e Israel concordaram em implementar um cessar-fogo, desde que o Hezbollah cessasse por completo os ataques e que o grupo se retirasse "de todos os operativos" do Setor Sul de Litani - uma área controlada por Israel no Sul do Líbano.

O líder do Hezbollah rejeitou, no entanto, a proposta ao dizer que abandonar o território significaria "rendição, derrota e a conquista dos objetivos do inimigo" e classificou as negociações como "absurdas, humilhantes e insultuosas".

As hostilidades entre o Hezbollah e Israel recomeçaram a 2 de março, quando o grupo armado decidiu abrir fogo em apoio ao Irão - que estava sob ataque conjunto dos Estados Unidos e Israel. Apesar dos vários acordos de cessar-fogo declarados, a guerra continua a arrastar-se.

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