Filho e mulher de Bolsonaro ligados a transferências suspeitas de assessor

Filho e mulher de Bolsonaro ligados a transferências suspeitas de assessor
Alexandre R. Malhado 12 de dezembro de 2018

Auditoria do Governo implica Flávio e Michele Bolsonaro, filho e nora do presidente eleito do Brasil, num esquema fraudulento da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

Um relatório do Conselho de Controlo de Actividades Financeiras (COAF), uma entidade pertencente ao Ministério da Economia, está a implicar Flávio e Michele Bolsonaro, filho e nora do presidente eleito do Brasil, num esquema fraudulento da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

A suspeita começou há um mês na sequência da Operação Furna da Onça, no âmbito da Lava Jato. Sete deputados da Assembleia Legislativa do Rio foram detidos por receberem 'mesadas' para apoiar o ex-governador do estado Sérgio Cabral, condenado a penas acumuladas de 198 anos de prisão por corrupção. Na altura, Flávio Bolsonaro, deputado estadual entretanto eleito senador e filho mais velho do futuro presidente Jair Bolsonaro, não era um dos suspeitos de alegadamente receber uma 'mesada'.

Contudo, após a auditoria, a COAF detectou pagamento atípicos a Fabrício Queiroz, polícia militar que desempenhou funções de motorista e assessor de Flávio Bolsonaro. Entre os destinatários deste dinheiro está Michele Bolsonaro e Nathalia Queiroz, filha de Fabrício e assessora de Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados. De acordo com o órgão governamental, foram detectadas, na análise dos movimentos bancários do ex-assessor, transferências suspeitas de mais de 1,23 milhões de reais (280 mil euros) entre Janeiro de 2016 e Janeiro de 2017. Uma dessas transacções foi efectuada para a conta da mulher de Bolsonaro.

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