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Choque de comboios de alta velocidade causou a morte a 46 pessoas, além de mais de uma centena de feridos.
Os familiares das vítimas do acidente ferroviário que no último dia 18 de janeiro matou 46 pessoas e fez mais de uma centena de feridos em Adamuz, na província de Córdoba, em Espanha, alegam que os pertences dos seus entes queridos foram furtados depois do choque das composições. Carteiras, dinheiro, smartwatchs e telemóveis terão sido levados por um grupo de ladrões e já foi apresentada uma queixa à Renfe, empresa que gere os comboios no país vizinho, segundo revela esta terça-feira o jornal ABC.
Acidente causou a morte a 46 pessoasEPA
O roubo terá acontecido nos dias posteriores à retirada das vítimas. A zona ficou sem vigilância, à espera dos operacionais que procederiam à limpeza dos destroços. De início foi destacado um contingente da Guardia Civil para o local, mas depois os militares desmobilizaram e os familiares acreditam terá sido aí que os larápios aproveitaram para levar os objetos que não tinham sido retirados do local.
"O meu marido levava uma pequena mala com os seus pertences e devolveram-ma vazia, sem nada, rasgada", lamentou uma mulher, explicado que desapareceram dois telemóveis, um carregador, dois pares de óculos, dinheiro e alguns documentos.
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“Eles estavam à minha frente e não pude fazer nada”: Vítima de acidente de comboio em Espanha relata momentos de horror
Outros familiares fazem relatos semelhantes, aludindo ao desaparecimento de carteiras, dinheiro, telemóveis e outros objetos de valor. A Renfe explicou a um dos afetados, que esteve cinco vezes na sede da empresa à procura dos objetos de um familiar, que "não há nada mais". "Disseram-me que já foi recuperado tudo o que havia na zona."
Recorde-se que este descarrilamento e choque de dois comboios de alta velocidade causou a morte a 46 pessoas, além de mais de uma centena de feridos.
Nas composições envolvidas no acidente viajavam cerca de 500 pessoas, 300 no comboio da empresa Iryo, de Málaga para Madrid, e 184 no da empresa Alvia, de Madrid para Huelva. A companhia ferroviária Irya já informou que o seu comboio tinha passado por uma revisão quatro dias dias antes.
Poucos dias depois o El País, que citava o Ministério dos Transportes, revelava que as investigações preliminares apontavam para uma rutura nos carris, embora não tenha sido possível determinar se foi essa a causa do descarrilamento. Foi descartada a possibilidade de sabotagem.
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