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Gravações obtidas através da “caixa negra” do comboio revelam que o maquinista tentou parar a circulação nos carris mas já era tarde demais.
O maquinista do comboio Iryo que descarrilou no domingo e foi atingido pelo comboio Alvia em Córdova, em Espanha, fazendo pelo menos 42 mortos e centenas de feridos, contactou o centro de controlo de Atocha pelas 19h45 para informar que várias carruagens da sua composição tinham descarrilado e ocupado a via contrária, pedindo a paragem de circulação de comboios na zona.
Segundo transcrições das conversas entre o maquinista e o centro de controlo, obtidas através da “caixa negra” do comboio, publicadas pelo jornal espanhol El País e noticiadas pelo jornal local de Córdoba Cordopolis, inicialmente ele não se apercebeu de que o Alvia tinha colidido com as carruagens da sua composição descarriladas e descreveu ter sofrido 'apenas' um enganchón, uma espécie de gancho ou algo que se possa ter rompido. Ainda sem saber que havia vítimas mortais e feridos, o maquinista solicitou autorização da central para sair da cabine para “avaliar” a situação.
Na segunda conversa, o maquinista alertou para o descarrilamento e avisou que várias carruagens tinham entrado na linha férrea, obstruindo a via para os comboios que circulavam no sentido contrário. “Preciso que pare o trânsito nos carris com urgência, por favor”, avisa. Além de solicitar a interrupção do trânsito para evitar colisões, exigiu o envio de “serviços de emergência, bombeiros e ambulâncias” pois tinha havido um incêndio numa das carruagens com “feridos”.
A central de controlo tranquilizou o maquinista, indicando que não havia comboios a passar no sentido contrário. Contudo, o Alva, que viajava de Madrid para Huelva, já tinha colidido com as carruagens do Iryo que estavam na via.
O Iryo descarrilou enquanto circulava a 205 quilómetros por hora, abaixo do limite de velocidade de 250 quilómetros por hora estabelecido nesse troço. 20 segundos depois, foi atingido pelo comboio Renfe Alvia que seguia a uma velocidade semelhante, sem que o maquinista se tivesse apercebido ao início.
Ainda não foram apuradas as causas do acidente, mas as investigações preliminares apontam para uma rutura nos carris, tendo sido descartada a possibilidade de sabotagem, erro humano, problemas operacionais, falhas de sinalização ou elétricas. O Ministro dos Transportes espanhol, Óscar Puente, negou qualquer ligação entre o acidente e a falta de investimento na rede ferroviária, salientando que o troço onde aconteceu o descarrilamento e a colisão tinha sido renovado em maio do último ano.
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