Francisco de Lemos José Maria, foi ouvido na Direção Nacional de Investigação e Ação Penal da Procuradoria-Geral da República (PGR) no âmbito do processo que envolve a transferência de centenas de milhões de dólares para contas controladas pelo empresário Carlos São Vicente.
O ex-presidente do Conselho de Administração da Sonangol, Francisco de Lemos José Maria, foi ouvido esta quinta-feira na Direção Nacional de Investigação e Ação Penal da Procuradoria-Geral da República (PGR) no âmbito do processo que envolve Carlos São Vicente.
A PGR chamou várias individualidades ligadas à Sonangol para prestar esclarecimentos no caso que envolve a transferência de centenas de milhões de dólares para contas controladas pelo empresário Carlos São Vicente, dono do grupo AAA, que durante quase uma década deteve monopólio dos seguros das atividades petrolíferas.
Segundo um documento da PGR a que a Lusa teve acesso, as audições começaram na quarta-feira e vão prosseguir na sexta-feira e nos dias 4 e 5 de outubro, estando convocados administradores da área financeira e de várias subsidiárias da petrolífera angolana.
A Sonangol já tinha declarado que estava a cooperar com os órgãos de justiça na prestação de informações, para esclarecer os contornos relacionados com a criação e extinção da seguradora AAA.
"É do domínio público que a petrolífera nacional esteve na génese da criação da referida seguradora, facto suficiente para seguir com redobrada atenção o processo recentemente desencadeado à volta da mesma", avançou na altura a Sonangol em comunicado.
Carlos São Vicente, casado com uma filha do primeiro presidente angolano, Agostinho Neto, foi constituído arguido por suspeita de envolvimento em crimes de peculato e, entre outros, tráfico de influência e branqueamento de capitais, depois de uma sua conta ter sido congelada na Suíça com 900 milhões de dólares (766 milhões de euros).
Os edifícios da antiga seguradora AAA, bem como os hotéis IU e IKA, e ainda outros edifícios na cidade de Luanda e 59% da participação desta no Standard Bank Angola, foram já apreendidos pela PGR no âmbito deste processo.
Ex-presidente do Conselho de Administração da Sonangol ouvido na PGR angolana
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