Plano prevê a mobilização de agentes de imigração na vigilância de saídas de emergência ou na verificação de documentos de identidade.
A decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de enviar agentes federais de imigração para reforçar a segurança nos aeroportos durante a paralisação parcial do Governo está a suscitar críticas e receios de aumento de tensões.
ICE patrulha o Aeroporto Internacional Louis ArmstrongDavid Grunfeld/The New Orleans Advocate via AP
Agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) foram vistos esta segunda-feira no aeroporto internacional Hartsfield-Jackson, em Atlanta, no estado de Geórgia, junto a longas filas de controlo de segurança, num contexto de atrasos significativos provocados pela falta de financiamento do Departamento de Segurança Interna (DHS).
A decisão está a dividir responsáveis políticos, com a senadora republicana Lisa Murkowski a considerar a medida uma "má ideia".
"O que precisamos de fazer é resolver as questões do Departamento de Segurança Interna e garantir que os agentes da TSA são pagos", afirmou Murkowski, questionando se o país precisa de "ainda mais tensões".
A iniciativa foi também criticada por sindicatos, com o presidente da Federação Americana de Funcionários do Governo, Everett Kelley, a alertar que os agentes de imigração não estão treinados nem certificados em segurança da aviação.
O plano, anunciado no domingo por Trump, prevê a mobilização de agentes de imigração para apoiar a Administração de Segurança dos Transportes (TSA), nomeadamente na vigilância de saídas de emergência ou na verificação de documentos de identidade.
A medida surge numa altura em que centenas de milhares de funcionários federais, incluindo agentes da TSA, do Serviço Secreto e da Guarda Costeira, estão a trabalhar sem remuneração devido ao impasse orçamental no Congresso.
No aeroporto de Atlanta, passageiros enfrentaram tempos de espera que chegaram a quase seis horas, com apenas dois agentes da TSA a verificar documentos em determinados momentos, levando muitos a perder voos.
O plano está a ser coordenado pelo responsável da Casa Branca para a política de fronteiras, Tom Homan, segundo o qual centenas de agentes poderão ser destacados para os maiores aeroportos, onde se registam tempos de espera prolongados.
"Vamos ser um multiplicador de forças", argumentou Homan, admitindo limitações e sublinhando que os agentes do ICE não têm formação para operar equipamentos de segurança como máquinas de raio-X.
As autoridades locais de Atlanta indicaram que os agentes federais destacados irão desempenhar funções de gestão de filas e controlo de multidões, não estando prevista a realização de ações de fiscalização da imigração.
Entretanto, as negociações no Congresso continuam bloqueadas, com os democratas a defenderem o financiamento da TSA e de outras áreas do DHS, ao mesmo tempo que exigem mudanças nas políticas de imigração da Administração Trump.
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