Andrew Bridgen,do Partido Conservador, diz que decisão "apenas confirma a cultura de corrupção, conluio e encobrimento que assola o sistema político".
O Partido Conservador britânico anunciou esta quarta-feira a expulsão do deputado Andrew Bridgen, que comparou a campanha de vacinação contra a covid-19 ao Holocausto.
REUTERS/Ciro De Luca
Um porta-voz dos Conservadores afirmou hoje que Bridgen, de 58 anos, foi expulso do partido a 12 de abril "por recomendação de um painel disciplinar" e tem 28 dias a partir dessa data para apresentar um recurso.
O parlamentar, que continua em funções como independente, criticou a expulsão com base em "falsos pretextos", o que, na opinião dele, "apenas confirma a cultura de corrupção, conluio e encobrimento que assola o sistema político".
"Critiquei abertamente o programa de vacinação e o partido fez questão de fazer de mim um exemplo. Estou feliz com a minha nova liberdade", afirmou Bridgen, um conhecido eurocético, num comunicado.
Bridgen foi suspenso em janeiro, enquanto, paralelamente, a Câmara dos Comuns o sancionou por violar as regras de influência sobre o Governo, outro fator que também pesou na decisão do partido.
Em janeiro, quando anunciou a suspensão do deputado, o Partido Conservador alegou que "a desinformação em torno da vacinação causa danos e custa vidas".
"Como nação, devemos estar muito orgulhosos do que foi alcançado através do programa de vacinação", comentou na altura Simon Hart, responsável pela disciplina parlamentar.
Apesar desta expulsão e de terem perdido alguns deputados em eleições parciais, os Conservadores continuam a ter uma maioria absoluta.
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