De Vasco Rato ao Chega. Os portugueses ao lado de Trump na guerra dos votos

De Vasco Rato ao Chega. Os portugueses ao lado de Trump na guerra dos votos
Alexandre R. Malhado 06 de novembro de 2020

Um antigo presidente da FLAD, dirigentes, militantes e simpatizantes do Chega, entre outros internautas, sustentam a existência de fraude eleitoral norte-americana com uma polémica que já se provou ser falsa.

É uma das grandes polémicas que mais tem agitado os apoiantes de Donald Trump nestas eleições. Um mapa eleitoral que sugere que o candidato democrata Joe Biden recebeu de uma só vez 138.339 votos no Estado do Michigan, correspondendo a 100% dos votos de uma atualização ao resultado das urnas, tornou-se viral. "SOBRE O QUE É QUE É ISTO?", escreveu o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, referindo-se ao mapa. O incidente ganhou força entre os apoiantes de Trump, que difundiram o referido gráfico — nem políticos portugueses ou figuras de sociedade civil resistiram à partilha. O problema é que... o que o mapa eleitoral retrata é mentira.

De acordo com a imprensa norte-americana, nomeadamente o jornal The New York Times e o site de verificação de factos PolitiFact, o que aconteceu no gráfico de Michigan foi uma gralha a integrar os dados recebidos do condado de Shiawassee. "Foi um simples erro de um documento escrito pelos responsáveis pela votação do Estado [de Michigan], e que nós inserimos [no nosso sistema]. O Estado detetou o erro e corrigiu-o, produzindo uma atualização dos votos", explicou Drew McCoy, porta-voz da Decision Desk HQ, a empresa que produziu o gráfico eleitoral. "Mal recebemos a atualização, fizemos a correção. Assim que o fizeram, nós atualizámos a contagem de acordo [com esses dados]. Isto pode acontecer em noites eleitorais e esperamos que outros tabuladores no Michigan se tenham deparado com este erro e corrigido em tempo real, como nós fizemos", acrescentou à PolitiFact.

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