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China sanciona deputado japonês por “cooperar com forças separatistas” de Taiwan

Ao abrigo da Lei contra Sanções Estrangeiras, Pequim pode congelar os bens móveis, imóveis e outros ativos de Furuya em território chinês.

A China anunciou esta segunda-feira sanções contra o deputado japonês Keiji Furuya, a quem acusa de ter visitado repetidamente Taiwan “apesar da oposição” de Pequim e de “cooperar com forças separatistas” da ilha.

China sanciona deputado japonês por cooperar com forças separatistas de Taiwan
China sanciona deputado japonês por cooperar com forças separatistas de Taiwan AP Photo/Shuji Kajiyama

Em comunicado, o ministério dos Negócios Estrangeiros chinês afirmou que este comportamento “viola gravemente o princípio de uma só China”, “interfere de forma flagrante” nos seus assuntos internos e “compromete seriamente a sua soberania e integridade territorial”.

Ao abrigo da Lei contra Sanções Estrangeiras, Pequim pode congelar os bens móveis, imóveis e outros ativos de Furuya em território chinês, além de recusar-lhe vistos e impedir a sua entrada na China continental, em Hong Kong e em Macau.

Organizações e indivíduos chineses ficam também proibidos de realizar qualquer tipo de transação, cooperação ou outras atividades com o deputado japonês.

Durante uma visita a Taipé, a 17 de março, Furuya, deputado do Partido Liberal Democrático, atualmente no poder no Japão, reuniu-se com o líder taiwanês, William Lai Ching-te.

De acordo com o ministério dos Negócios Estrangeiros de Taiwan, Furuya defendeu o reforço da cooperação em setores estratégicos como a inteligência artificial, a segurança energética e o fortalecimento das cadeias de abastecimento.

A agência de notícias pública taiwanesa CNA acrescentou que, durante a visita, o político japonês propôs também “estabelecer intercâmbios entre as bandas militares do Japão, dos Estados Unidos e de Taiwan”.

Em dezembro, Pequim já tinha anunciado “contramedidas” contra Shigeru Iwasaki, antigo chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças de Autodefesa do Japão, por “conspirar abertamente” com forças “secessionistas” da “independência” de Taiwan.

Em setembro, também o deputado japonês Hei Seki foi alvo de sanções de Pequim, acusado de “propagar falsidades” sobre questões territoriais e de minar a soberania chinesa ao interferir nos seus assuntos internos.

Esta nova sanção surge num contexto de agravamento das relações entre Taiwan e a China, que considera a ilha – governada de forma autónoma desde 1949 – como “parte inalienável” do seu território e nunca excluiu o uso da força para assumir o seu controlo.

Paralelamente, Pequim e Tóquio atravessam uma crise diplomática, depois de, no final de 2025, a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, ter admitido a possibilidade de uma intervenção militar em Taiwan em caso de conflito na ilha, por considerar que tal poderia representar uma “ameaça à sobrevivência” do Japão.

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