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Air China retoma voos Pequim-Pyongyang após seis anos de suspensão

A Coreia do Norte tem sido muito mais cautelosa do que a China e continua relutante em emitir vistos de turismo.

A companhia aérea chinesa Air China retomou esta segunda-feira os voos diretos de passageiros entre Pequim e Pyongyang, após seis anos de suspensão, na sequência do encerramento das fronteiras em 2020 devido à pandemia de covid-19.

Air China retomou voos Pequim-Pyongyang, após seis anos de suspensão
Air China retomou voos Pequim-Pyongyang, após seis anos de suspensão AP Photo/Greg Baker, File

O voo CA121 descolou às 08h05 (00h05 em Lisboa), do Aeroporto Internacional de Pequim e aterrou pouco antes das 11h00 (03h00 em Lisboa), no Aeroporto Internacional de Sunan, na capital norte-coreana, onde foi recebido pelo embaixador chinês na Coreia do Norte, Wang Yajun, e outros diplomatas do gigante asiático, segundo a agência de notícias estatal chinesa Xinhua.

Passageiros no Aeroporto de Pequim foram vistos a fazer fila para despachar as bagagens com a companhia aérea, observaram os jornalistas da agência de notícias France-Presse (AFP).

Zhao Bin, um passageiro com destino a Pyongyang, disse à AFP que o próximo passo para a Coreia do Norte será provavelmente reativar o turismo para os visitantes chineses.

A Coreia do Norte tem sido muito mais cautelosa do que a China e continua relutante em emitir vistos de turismo, apesar de ter recebido anteriormente inúmeros turistas, principalmente chineses.

Quando foi anunciado o restabelecimento da ligação aérea, em 16 de março, o porta-voz do ministério chinês dos Negócios Estrangeiros, Lin Jian, afirmou que era "uma medida positiva para facilitar os intercâmbios amigáveis entre os povos da China e da Coreia do Norte", países que qualificou como "vizinhos amigos".

De acordo com os sistemas de reservas da Air China, o serviço funcionará inicialmente uma vez por semana, todas as segundas-feiras.

A ligação entre Pequim e Pyongyang foi suspensa em janeiro de 2020, no início da pandemia de covid-19, quando a Coreia do Norte fechou as fronteiras e limitou drasticamente os transportes internacionais.

Em 12 de março, foi também retomado o serviço ferroviário internacional de passageiros entre Pequim e Pyongyang, igualmente suspenso há mais de seis anos.

A China continua a ser o principal parceiro comercial da Coreia do Norte, país com o qual partilha uma fronteira de mais de 1.400 quilómetros, num contexto marcado pelas sanções internacionais contra Pyongyang e estreitamento dos laços desta com Moscovo.

No sábado, a agência de notícias estatal da Coreia do Norte KCNA disse que Kim Jong-un indicou numa mensagem ao Presidente chinês que as relações Pequim-Pyongyang estão a "atingir novos patamares", em particular após a cimeira realizada entre os dois em setembro.

"É com satisfação que constato que as relações tradicionais entre a República Popular Democrática da Coreia [nome oficial da Coreia do Norte] e a China estão a atingir novos patamares", escreveu o líder norte-coreano, numa mensagem enviada a Xi Jinping na sexta-feira.

Os dois líderes reuniram-se em setembro em Pequim, após um desfile militar para assinalar o 80.º aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial no Pacífico, no qual o norte-coreano se sentou à esquerda de Xi, que tinha o Presidente da Rússia, Vladimir Putin, à direita.

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