A resposta alemã surge na sequência do apelo de Donald Trump para que os países afetados pelo bloqueio do Estreito de Ormuz garantissem a segurança da navegação.
O ministro alemão dos Negócios Estrangeiros, Johann Wadephul, garantiu este domingo que o seu país não participará numa missão para garantir a segurança no Estreito de Ormuz, atualmente bloqueado pelas ações de retaliação do Irão contra os EUA e Israel.
Johann David WadephulLusa/EPA/Necati Savas
"Não participaremos no confronto", disse Johann Wadephul em entrevista à emissora pública ARD, citado pela agência EFE.
Wadephul respondia a uma pergunta sobre a mensagem do presidente norte-americano, Donald Trump, exortando outros países afetados pelo bloqueio do Estreito de Ormuz a garantirem a segurança da navegação.
"Para responder à pergunta sobre se seremos parte ativa neste confronto: não", afirmou o ministro alemão.
No sábado, Trump escreveu na sua rede social Truth Social que esperava que "a China, a França, o Japão, a Coreia do Sul, o Reino Unido e outros afetados por esta restrição artificial enviem navios para a área para que o Estreito de Ormuz deixe de ser uma ameaça de uma nação completamente sem liderança".
O ataque dos EUA e de Israel contra o Irão levou aquele país a bloquear o Estreito de Ormuz, um ponto crucial para o transporte marítimo de cerca de 20% da produção mundial de petróleo e de gás destinados ao sudeste asiático.
Wadephul esclareceu que Berlim aguarda agora uma posição dos Estados Unidos e de Israel sobre o fim da ofensiva para poder abordar a questão da segurança.
"A segurança no Estreito de Ormuz, e também no Mar Vermelho, virá quando houver uma solução negociada e quando houver conversações com os iranianos", afirmou.
O ministro alemão mostrou-se cético em relação à ideia de expandir para o Estreito de Ormuz a missão naval "Aspides" - criada para proteger os navios comerciais no Mar Vermelho dos ataques dos rebeldes Houthi - uma vez que atualmente não é "eficaz".
"Já vimos que grande parte do transporte marítimo comercial, tão importante para nós na Europa e que deveria utilizar o Mar Vermelho, não o consegue fazer porque não é eficaz", acrescentou.
Entretanto, o presidente Trump e o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, discutiram este domingo "a situação atual no Médio Oriente e a importância de reabrir o Estreito de Ormuz para acabar com a perturbação do tráfego marítimo global, que está a aumentar os custos em todo o mundo", segundo uma porta-voz de Downing Street.
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