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Depois de Trump, Putin visita a China na próxima semana para "fortalecer parceria"

Lusa 16 de maio de 2026 às 09:21

Putin e Xi "vão trocar opiniões sobre questões internacionais e regionais importantes" e assinar uma declaração conjunta no final das conversações.

 O Presidente russo, Vladimir Putin, vai realizar uma visita à China na terça e quarta-feira para reforçar a "parceria" e "cooperação" entre os dois países, anunciou este sábado o Kremlin em comunicado.

Putin Ramil Sitdikov

Durante a visita, que ocorrerá poucos dias após a do Presidente americano, Donald Trump, o líder russo discutirá com seu homólogo chinês, Xi Jinping, formas de "fortalecer ainda mais a parceria abrangente e a cooperação estratégica" entre a Rússia e a China, lê-se no documento.

Segundo detalha, Putin e Xi "vão trocar opiniões sobre questões internacionais e regionais importantes" e assinar uma declaração conjunta no final das conversações.

No âmbito da visita, está previsto um encontro com o primeiro-ministro chinês, Li Qiang, para discutir a cooperação económica e comercial entre Moscovo e Pequim, acrescenta.

Esta viagem do líder do Kremlin acontece numa altura em que os esforços diplomáticos, liderados por Washington, para encontrar uma solução para o conflito na Ucrânia estão paralisados, em grande parte devido à guerra no Médio Oriente.

Uma breve trégua intermediada por Donald Trump permitiu uma pausa na campanha de bombardeamentos maciços longe das linhas da frente, mas os ataques foram retomados assim que expirou, na noite de segunda-feira.

Pequim considera Moscovo um parceiro fundamental na formação de uma nova ordem mundial multipolar pós-ocidental. Embora a China defenda regularmente as negociações de paz e o respeito pela integridade territorial de todos os países — incluindo implicitamente a Ucrânia —, nunca condenou a Rússia pela ofensiva lançada em fevereiro de 2022 e apresenta-se como uma parte neutra.

A China refuta as acusações de fornecer armas letais a ambos os lados e de entregar componentes militares para a indústria de defesa russa, acusando o Ocidente de prolongar as hostilidades ao armar a Ucrânia.

Parceiro económico fundamental da Rússia, a China é o maior comprador mundial de combustíveis fósseis russos, incluindo produtos petrolíferos, alimentando assim a máquina de guerra.

Vladimir Putin vai visitar a China poucos dias depois do seu homólogo norte-americano, Donald Trump, que se posiciona como mediador no conflito ucraniano há mais de um ano.

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