Joe Mulhal: “Temos de parar de tratar as pessoas da extrema-direita como monstros”

Joe Mulhal: “Temos de parar de tratar as pessoas da extrema-direita como monstros”
Vanda Marques 17 de julho

Infiltrou-se em vários grupos de extrema-direita pelo mundo. Nunca foi apanhado, mas já foi ameaçado e empurrado de escadas. Diz que temos de agir agora, porque a ameaça à democracia é real.

Combater o fascismo, a discriminação e o racismo. A organização não governamental britânica HOPE not Hate tem um objetivo claro e para isso utiliza muito os mecanismos de espionagem. Joe Mulhall, músico falhado (assim se define), formado em História começou a ajudar a ONG a combater a desinformação, distribuindo panfletos, mas rapidamente passou para outro trabalho. “Estaria a mentir se não reconhecesse que é viciante fazer o trabalho de infiltrado.” Já conviveu com neonazis suecos, alemães, britânicos, infiltrou-se em think tanks com cientistas da raça, mas o mais arriscado foi quando viveu com os radicais de direita nos EUA. No deserto do Alabama, os patrulheiros das fronteiras andam armados e estão prontos para uma guerra. Joe Mulhall partilha todos os detalhes do seu trabalho no livro Tambores Ao Longe porque quer deixar claro: temos de combater a extrema-direita já.

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