“Associa-se a obesidade à preguiça e isso não é verdade”

“Associa-se a obesidade à preguiça e isso não é verdade”
Vanda Marques 30 de maio

A investigadora da Universidade do Minho acaba de receber o maior prémio europeu para jovens investigadores em obesidade infantil. A psicóloga defende que a prevenção é a melhor arma.

Ainda existem preconceitos contra as pessoas com excesso de peso e obesidade. Até há crianças que são postas de lado pelos colegas que não querem brincar com os "gordinhos". Falta de vontade e preguiça são acusações infundadas dirigidas a quem tem excesso de peso, defende a psicóloga Sofia Marques Ramalho, que estuda o tema do ponto de vista psicológico. A investigadora da Universidade do Minho defende que os fatores por trás da obesidade são ambientais, familiares e genéticos e que um tratamento multidisciplinar será eficaz. Além da prevenção, é a ajudar a mudar comportamentos que será possível combater esta doença. O trabalho da psicóloga foi distinguido pelo Congresso da Associação Europeia para o Estudo da Obesidade.


Na pandemia e no confinamento, os comportamentos alimentares mudaram?
O confinamento foi uma situação extrema que provocou inúmeras situações novas que exigiram recursos ao nível de regulação emocional. A comida muitas vezes é utilizada como forma de regular as emoções. Nós podemos regular as nossas emoções falando com alguém sobre o que aconteceu, indo fazer uma caminhada, entre outras coisas, e também podemos comer ou cozinhar. A comida pode assumir um papel, que não é muito saudável, de regular emoções. O comer emocional é, no fundo, comer em resposta às emoções, sejam elas de tristeza ou de felicidade.

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