"O Rei e a rainha [Camila] convenceram-me a fazer algo que mais ninguém conseguiu, quase sem sequer pedir", escreveu Trump quinta-feira nas rede sociais.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou que vai suspender algumas tarifas alfandegárias sobre o whisky escocês, após a visita do rei Carlos III aos Estados Unidos.
A rainha Camilla, o rei Carlos e Donald TrumpAP
"O Rei e a rainha [Camila] convenceram-me a fazer algo que mais ninguém conseguiu, quase sem sequer pedir", escreveu Trump quinta-feira nas rede sociais.
O Presidente republicano referiu que as pessoas queriam esta mudança, especialmente em relação aos barris de madeira nos quais o whisky escocês e o bourbon podem ser envelhecidos.
A sua publicação não clarifica se as tarifas suspensas se referiam às garrafas de whisky escocês ou aos materiais utilizados para produzir bebidas alcoólicas em ambos os países.
"Vou levantar as tarifas e restrições sobre o whisky relacionadas com a capacidade da Escócia de trabalhar com o estado do Kentucky na produção de whisky e bourbon", apontou Trump.
A Casa Branca não respondeu aos pedidos de esclarecimento, embora a publicação tenha sido interpretada na Escócia e pelos 'lobistas' do setor como a suspensão das tarifas sobre o whisky escocês, noticiou a agência Associated Press (AP).
Em 2025, a administração Trump assinou um acordo comercial que impôs uma taxa de 10% sobre a maioria dos produtos importados do Reino Unido.
A Associação Escocesa de Whisky afirmou que o seu volume de exportações para os Estados Unidos caiu 15% após o anúncio das tarifas em abril do ano passado.
O Presidente, respondendo a perguntas dos jornalistas na Sala Oval, disse que as tarifas foram suspensas especificamente para impulsionar o comércio de barris entre a Escócia e o Kentucky, um Estado que produz quase todo o bourbon do mundo. Os barris são utilizados para envelhecer a bebida.
"Acabei de remover todas as restrições para que a Escócia e o Kentucky possam voltar a negociar", indicou Trump.
Ainda assim, John Swinney, primeiro-ministro da Escócia, interpretou a declaração do Presidente como uma remoção das tarifas sobre o próprio whisky escocês, classificando-a como um "tremendo sucesso" para o seu país.
"Os empregos das pessoas estavam em risco. Milhões de libras estavam a ser perdidas todos os meses na economia escocesa", vincou Swinney, expressando gratidão tanto a Trump como ao rei Carlos III.
Trump usou o álcool como ponto de pressão nas suas ameaças tarifárias. No ano passado, ameaçou impor uma tarifa de 200% sobre o vinho europeu, um potencial grande golpe para as vinhas francesas e italianas que nunca se concretizou.
Os países estrangeiros responderam, por sua vez, com ameaças sobre o bourbon e outros produtos norte-americanos.
No final, a administração Trump isentou das tarifas a cortiça, um grande alívio para Portugal, o principal fornecedor do material utilizado para vedar garrafas de vinho.
Chris Swonger, presidente e CEO do Conselho de Bebidas Destiladas dos Estados Unidos, também interpretou a publicação de Trump como a remoção da tarifa de 10% sobre o whisky do Reino Unido.
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