Leitão Amaro classifica o caminho escolhido pelo Governo como "errado".
OPSDconsiderou positiva a redução dodéfice, ainda que modesta para "um país com uma dívida tão elevada", e apontou que é um resultado do "sacrifício dos portugueses" quando a carga fiscal "atingiu o recorde absoluto".
Em declarações aos jornalistas na Assembleia da República, esta terça-feira, o deputado António Leitão Amaro começou por dizer que "obviamente que a consolidação orçamental, e a redução do défice, é positiva para o país". "Era só o que faltava que, depois de tanto esforço e de tanto sacrifício dos portugueses, não caminhássemos para mais consolidação orçamental e para um défice das contas públicas menor", acrescentou.
Mesmo assim, na opinião do social-democrata, "perante a conjuntura que o país viveu, conjuntura desde logo internacional, [como é exemplo a] política monetária do BCE, a consolidação orçamental não deixa de ser modesta".
António Leitão Amaro notou que "é menos de metade, em termos de ritmo anual, que a feita na legislatura anterior", e que, "para um país com uma dívida pública tão elevada, este resultado não deixa de ser um resultado modesto, positivo mas modesto".
O deputado afirmou também que "os resultados obtidos" são "baseados em efeitos conjunturais" e "obtidos de forma circunstancial".
Na opinião do deputado do PSD, isto é algo que "deixa dúvidas e preocupações relevantes para o futuro" e para a forma como Portugal está preparado "para o momento da conjuntura que já não é naturalmente favorável", estando "a economia portuguesa numa fase de desaceleração muito importante".
Por isso, Leitão Amaro classifica o caminho escolhido pelo Governo como "errado".
"Diz hoje oministro das Finançasque afinal não era preciso um milagre. Pois não, foi preciso puxar a carga fiscal para o máximo de sempre e puxar o investimento público e os serviços públicos para o mínimo de sempre", assinalou.
Apontando que "a carga fiscal em 2018 atingiu o recorde absoluto", o parlamentar referiu que "nunca na história" os portugueses "entregaram tanto do seu rendimento ao Estado, para depois o Estado investir menos no serviço às pessoas".
Na opinião de António Leitão Amaro, a redução do défice "é muito preocupante, é muito errado e não é um milagre, é um sacrifício imposto aos portugueses, que pagam impostos como nunca pagaram para terem depois serviços públicos a funcionar pior do que alguma vez funcionaram".
"Os portugueses sabem-no nos bolsos, mas sabem-no também na forma como o Estado responde cada vez pior nos serviços públicos que lhes presta, ou que não presta por força desta receita", referiu o deputado, apontando que isso é notório em setores como a saúde, os transportes ou a segurança das pessoas.
O défice orçamental de 2018 ficou nos 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB), abaixo dos 0,6% previstos pelo Governo, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatísticas (INE).
Segundo a primeira notificação de 2018 relativa ao Procedimento por Défices Excessivos, remetida hoje pelo INE ao Eurostat, o défice das Administrações Públicas atingiu 912,8 milhões de euros, o que correspondeu a 0,5% do PIB, abaixo do saldo negativo de 3% registado em 2017.
"O défice das Administrações Públicas (AP) situou-se em 0,5% do PIB no ano acabado no 4.º trimestre de 2018, que compara com uma necessidade de financiamento de 0,2% do PIB no trimestre anterior. Este agravamento da necessidade de financiamento resultou da variação positiva de 2,4% na despesa total e de 1,7% na receita total das AP", explica o INE.
Ainda segundo o INE, a carga fiscal aumentou em 2018 face ao ano anterior e atingiu 35,4% do PIB, o valor mais alto desde pelo menos 1995.
OE2018: PSD diz que redução do défice "é modesta" e resultado do "sacrifício dos portugueses"
Para poder adicionar esta notícia aos seus favoritos deverá efectuar login.
Caso não esteja registado no site da Sábado, efectue o seu registo gratuito.
Estudos recentes demonstram que atividades artísticas – como desenho, pintura, escultura ou colagem – não só promovem a expressão emocional e a catarse, como induzem estados de relaxamento que reduzem os níveis de cortisol.
Os resultados do “clube do coração” têm mais peso no quotidiano de milhões de portugueses do que as decisões políticas que, na realidade, moldam o seu futuro. Esta obsessão transforma-se em anestesia.
Chamar a este projeto de “corredor da paz” enquanto se inscreve o nome de Trump é uma jogada de comunicação que consolida a sua imagem como mediador global da paz.