O que é que se come na Web Summit? Carne a preços altos e demasiado plástico

Juliana Nogueira Santos 06 de novembro de 2019

Carne maturada a 80 euros, hambúrgueres e poucas opções vegetarianas. Durante quatro dias de Web Summit, os visitantes vão gastar, no mínimo 15 euros para passar o dia sem fome.

Amanda e Tatjiana, duas visitantes nórdicas, estão na fila para pedir uma piadina, uma iguaria tradicional italiana, numa das dezenas de carrinhas de comida que se espalham pelo recinto da Web Summit. "Ontem comemos uma sandes de presunto e queijo fria que nos custou 8 euros. Esperemos que hoje seja diferente", aponta Tatjiana à SÁBADO. Estão agora dispostas a dar 6 a 10 euros pelo seu almoço, fora bebidas. "Já estávamos à espera que fosse caro, mas há pouca diversidade para um evento assim", continua Amanda, afirmando que gostaria de ver os restaurantes organizados por tipo de comida. 

Num evento que recebe mais de 70 mil pessoas de todo o mundo, como avança a organização, esperava-se uma grande diversidade de pratos e tipos de gastronomia, para que todos pudessem não passar fome (uma vez que não é permitido trazer comida de fora para dentro do recinto). No entanto, basta passar por qualquer um dos cinco espaços de refeição montados de propósito na Feira Internacional de Lisboa para perceber apenas pelo cheiro o que se está a cozinhar ali: muita carne e a preços bastante inflacionados. 

Camisolas de €850 na Web Summit são da empresa de mulher de Paddy

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