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Coreia do Sul avisa que greve na Samsung pode afetar economia

Lusa 07:16
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A Samsung Electronics anunciou na quarta-feira que não chegou a acordo com os sindicatos da Coreia do Sul, após dias de conversações salariais para tentar evitar uma greve prevista para 21 de maio.

O Governo da Coreia da Sul pediu esta quinta-feira uma resolução urgente do conflito laboral na fabricante de semicondutores Samsung Electronics e avisou que a greve de 21 de maio pode comprometer a economia do país.

Coreia do Sul avisa que greve na Samsung pode afetar economia
Coreia do Sul avisa que greve na Samsung pode afetar economia AP

"Uma greve dos trabalhadores pode representar um risco significativo para o crescimento económico, as exportações e o mercado financeiro", afirmou o ministro das Finanças sul-coreano, Koo Yun-cheol, num comunicado divulgado pela Yonhap.

Segundo a agência de notícias local, Koo reuniu-se com as autoridades financeiras para discutir a situação e analisar as potenciais consequências económicas da greve, no meio da crescente procura por chips utilizados em inteligência artificial (IA).

Em resposta, a Confederação Coreana de Sindicatos disse em comunicado que, "antes de discutir a competitividade da indústria de semicondutores, a prioridade deve ser garantir os direitos e a dignidade dos trabalhadores que a sustentam".

A Samsung Electronics anunciou na quarta-feira que não chegou a acordo com os sindicatos da Coreia do Sul, após dias de conversações salariais para tentar evitar uma greve prevista para 21 de maio.

A mediação governamental "infelizmente falhou, depois de o sindicato ter declarado que as negociações tinham terminado", afirmou a empresa, num comunicado citado pela Yonhap.

De acordo com a agência, a Samsung Electronics afirmou que fará "esforços sinceros até ao fim para evitar que o pior cenário se concretize".

Após dois dias de negociações mediadas pelo Governo, o sindicato e a administração da empresa continuam divididos sobre os bónus por desempenho, aumentando as preocupações de que uma greve possa perturbar a cadeia de fornecimento de semicondutores.

Após uma reunião no escritório da Comissão Nacional de Relações Laborais, na cidade de Sejong, o líder sindical Choi Seung-ho disse que, como as diferenças entre os trabalhadores e a empresa "não diminuíram", solicitaram a mediação do governo, "mas a proposta só veio piorar as coisas".

"Não temos qualquer intenção de iniciar uma greve ilegal, mas procederemos pela via legal", acrescentou.

A greve deverá ocorrer entre 21 de maio e 07 de junho.

Os trabalhadores exigem a eliminação atual do limite para o bónus de desempenho, fixado em até 50% do salário anual, e pedem a substituição por um sistema que reserve 15% do lucro operacional para incentivos.

O jornal local JoongAng Daily aponta que, se a empresa obtivesse este ano um lucro operacional de 300 biliões de wons (173,4 mil milhões de euros), o fundo para bónus seria de 45 biliões de wons (26 mil milhões de euros).

Choi Seung-ho alertou que, se a produção for interrompida durante 18 dias, tal terá um impacto para a empresa próximo de 18 biliões de wons (10,4 mil milhões de euros).

De acordo com analistas, as perdas para a economia da Coreia do Sul poderão ultrapassar 40 biliões de won (22,7 mil milhões de euros).

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