Palhinha: O betinho que em campo se transforma num monstro

Palhinha: O betinho que em campo se transforma num monstro
Carlos Torres 11 de abril

No Sacavenense, em miúdo, era muito recatado e betinho, mas "chegava ao campo e transformava-se num monstro". João Palhinha festejava os golos com um salto mortal, quis jogar depois da morte do avô, foi recusado pelo Benfica e agora brilha no Sporting.

A ligação de João Palhinha ao futebol começou com lágrimas. Já tinha estado uma época no Alta de Lisboa quando, com 12 anos, e por influência de amigos e colegas da escola, decidiu ir treinar ao Sacavenense. Ao receber a notícia de que não ia ficar na equipa, chorou na viagem que fez com o pai de Sacavém para casa, na zona da Alameda D. Afonso Henriques, em Lisboa.

"Vi o treino do Palhinha, juntamente com um dirigente, e gostamos muito dele, até comentámos que ele ia ficar. Mas o treinador da altura achou que tinha melhores no plantel e respeitamos a sua opinião", recorda à SÁBADO Manuel do Carmo, ainda hoje o presidente do Sacavenense.

Na época seguinte, João Palhinha iria fazer novos testes no clube, e dessa vez foi aceite. "Nos três anos e meio que cá esteve, até sair para o Sporting, nos juniores, era sempre titular. Só não jogava se estivesse lesionado ou doente. Ele fora do campo era um bocado betinho, muito recatado, mas dentro do relvado transformava-se num monstro", continua Manuel do Carmo.

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