As lágrimas de Cristiano Ronaldo inundaram na segunda-feira a imprensa internacional, após a derrota de Portugal com Espanha (1-0), nos oitavos de final do Mundial2026 de futebol, no derradeiro encontro 'mundialista' do capitão luso.
Ronaldo não escondeu a emoçãoAP
Em Arlington, nos Estados Unidos, o golo de Mikel Merino, aos 90+1 minutos, deitou por terra o sonho português de chegar à vitória no campeonato do Mundo, o único grande título que faltava ao avançado, de 41 anos.
Em Espanha, os ecos da vitória espanhola eram maiores do que o destaque dado aos portugueses, mas o catalão Sport fala na "crónica de um fracasso anunciado" de Cristiano Ronaldo e de Portugal.
"O capitão de Portugal não pôde salvar os seus da derrota com a Espanha, sendo eliminado nos oitavos e indo a chorar de volta à Arábia Saudita", lê-se.
O madrileno Marca é menos duro com Cristiano Ronaldo, que teve uma passagem histórica pelo Real Madrid, considerando que "o bicho [alcunha dada ao português] é Merino" e salientando que "Cristiano Ronaldo se despede dos Mundiais entre lágrimas".
"Espanha pôs fim em Dallas à história de Cristiano Ronaldo nos Mundiais. Após 27 encontros e 11 golos marcados, o jogador do Funchal jogou o seu último encontro num Mundial. Foi no majestosos AT&T Stadium dos Cowboys, com os quartos de final e o primeiro título mundial de Portugal como objetivo... mas Mikel Merino, com um golo nos descontos, mudou a história", refere a Marca.
O As, também de Madrid, fala num "duro epílogo mundialista de Cristiano", com o seu choro a ser "uma potente imagem histórica", com brasileiro Globo Esporte a referir "o choro de uma lenda".
A italiana Gazzetta dello Sport considera que "a Espanha não respeitou a lenda, mas está a construir a sua", lembrando os 27 jogos em Mundiais de Ronaldo e deixando críticas ao selecionador Roberto Martínez.
"Os seus olhos enchem-se de lágrimas na despedida, mas não foi ele o protagonista desta despedida. O selecionador Martínez -- que, como anunciado, renunciou ao cargo -- não teve coragem para o substituir por Ramos, e aí o respeito transcende a lógica", escreve o jornal transalpino.
Da Argentina, o Olé Clarín diz que a despedida de Ronaldo foi "sem golo e com lágrimas", considerando que, apesar de não ter tido "um bom jogo", mostrou "o seu carinho, mais uma vez, pela camisola nacional".
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