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Descoberta no Porto aranha venenosa nunca antes registada na Península Ibérica

É o primeiro registo em Portugal da aranha-reclusa chilena, cuja mordedura pode causar lesões graves na pele. A descoberta de dois biólogos portugueses marca também a estreia da espécie na Península Ibérica.

A aranha-reclusa chilena (Loxosceles laeta) é uma espécie exótica originária da América do Sul e foi registada pela primeira vez em Portugal e na Península Ibérica, constituindo o terceiro registo confirmado desta espécie na Europa.

Aranha-reclusa chilena (Loxosceles laeta)
Aranha-reclusa chilena (Loxosceles laeta) Ssiltane/Wikipédia

Os investigadores responsáveis pela descoberta são os biólogos Francisco Gil e José Manuel Grosso-Silva, do Museu de História Natural e da Ciência da Universidade do Porto. Segundo o , os exemplares - ambos machos - foram encontrados na cidade do Porto, junto ao Campo dos Mártires da Pátria. O primeiro foi capturado a 10 de setembro de 2025 e o segundo a 10 de janeiro de 2026.

Foram ainda recolhidas três fêmeas do género Loxosceles, que não puderam ser identificadas com certeza ao nível da espécie. Ainda assim, os autores consideram provável que pertençam igualmente a Loxosceles laeta.

Nativa da região ocidental da América do Sul, esta aranha "apresenta uma ampla distribuição e parece ser capaz de estabelecer populações longe da sua área de distribuição original, sobretudo devido às atividades humanas", explicam os biólogos no estudo.

Mas que consequências pode ter a mordedura desta aranha? Segundo os investigadores, trata-se de "uma espécie tímida e pouco propensa a morder, mas cuja mordedura pode causar danos consideráveis na pele, frequentemente resultando em lesões cutâneas necróticas", ou seja, na destruição dos tecidos afetados.

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