Sábado – Pense por si

Editorial

Reparar é imoral, mas o governo não consegue dizê-lo

Há um vazio gritante no discurso do governo, que, se não o preencher, vai continuar a ser cavalgado pelo Chega: o MNE não conseguiu dizer o mais simples, que é contra o mecanismo de reparações para corrigir erros passados que não têm correção presente possível. Ou seja, Rangel não se veio embora sem dizer nada. Verdade histórica, reconhecimento de erros, a admissão de responsabilidade, são uma coisa. Culpas e penas coletivas e transmissíveis só existem em regimes jurídicos não democráticos.

No país emerso

O fim da cegueira coletiva?

Em Portugal, nem o acordo de confidencialidade entre Ronaldo e Mayorga, nem as respostas dadas aos seus advogados, nem sequer as condenações em Espanha por fraude fiscal, foram capazes de temperar a obediência canina de uma maioria ruidosa

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