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O que são os mísseis Tomahawk e porque são tão importantes para a Ucrânia?
Trump e Zelensky encontram-se esta sexta-feira na Casa Branca e a entrega destes mísseis à Ucrânia deverá ser um dos temas na ordem do dia.
Índice
- 1O que são os mísseis Tomahawk?
- 2Porque a Ucrânia quer estes mísseis?
- 3Como os mísseis seriam lançados?
- 4O que já disse Trump sobre o envio de Tomahawk para a Ucrânia?
A entrega de mísseis Tomahawk à Ucrânia deverá ser um dos temas centrais da reunião, que acontece esta sexta-feira à tarde na Casa Branca entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky. Fabricados na década de 70, já foram utilizados em guerras como as do Iraque, Síria, Líbia ou Afeganistão e Kiev espera agora usá-los para atingir bases militares russas como forma de pressionar Moscovo a colocar um fim à guerra.
Míssil Tomahawk: tema central do encontro entre Trump e Zelensky na Casa Branca
Kallysta Castillo/U.S. Navy via AP, File
1O que são os mísseis Tomahawk?
O fabrico dos mísseis de cruzeiro Tomahawk começou na década de 1970 mas a sua estreia só aconteceu em 1991, quando os militares americanos recorreram a eles pela primeira vez durante a Guerra do Golfo Pérsico. Desde então que têm sido utilizados em diversos conflitos, nomeadamente nas guerras do Iraque, Síria, Líbia ou Afeganistão. Descritos por Donald Trump como "ofensivos" e "incrivelmente destrutivos", estes mísseis de longo alcance têm a capacidade de atingir alvos entre 1.600 a 2.500 quilómetros de distância e podem voar a altitudes baixas - o que significa que se tornam difíceis de serem detetados por radar. Além disso, são capazes de atingir uma velocidade de 885 quilómetros por hora - o que significa que se fossem lançados a partir de Kiev demorariam cerca de uma hora a atingir Moscovo, uma vez que ambas as cidades se encontram a cerca de 800 quilómetros de distância. Comparando com o atual arsenal da Ucrânia, pode-se dizer que têm um alcance bastante superior aos Storm Shadow (que atingem os 250 quilómetros) e os ATACMS (300 quilómetros). Com 6,1 metros de comprimento e 2,5 metros de largura, os Tomahawk pesam cerca de 1,510 quilos e podem transportar diferentes tipos de ogivas, nomeadamente ogivas nucleares. Cada um pode custar aproximadamente 1,3 milhões dólares (€1,1 milhões).2Porque a Ucrânia quer estes mísseis?
A entrega de mísseis Tomahawk à Ucrânia poderia ajudar o país a realizar ataques contra território russo, nomeadamente contra bases militares, centros logísticos, aeródromos e centros de comando. O Instituto de Estudos de Guerra estima, aliás, que hajam centenas de alvos militares russos dentro do alcance que os mísseis Tomahawks poderiam atingir.3Como os mísseis seriam lançados?
Como qualquer míssil de cruzeiro, os Tomahawk precisam de uma base para serem lançados. Por norma, estes são lançados a partir de navios ou submarinos, que a Ucrânia não os tem. Neste caso, Kiev teria de os lançar por terra, através dos chamados Typhon, escreve o jornal The Guardian. O problema é que estes lançadores são escassos. Os Estados Unidos têm apenas dois destes lançadores e um deles é o X-Mav, considerado mais portátil e cuja apresentação foi feita apenas esta semana. Estes lançadores terrestres, feitos propositadamente para Tomahawks ou outros mísseis navais, são uma inovação bastante recente. A primeira vez que foram testados pelo exército americano foi em 2023 e só no ano passado é que foram implementados pela primeira vez nos EUA.4O que já disse Trump sobre o envio de Tomahawk para a Ucrânia?
O presidente dos EUA já havia ameaçado por diversas vezes enviar mísseis Tomahawk para a Ucrânia caso a Rússia não acabe com a guerra que dura já há três anos. Na segunda-feira disse até mesmo: "Eles querem ter Tomahawks a ir naquela direção? Não me parece. Acho que tenho de falar com a Rússia sobre isso." E reforçou: "Poderemos não fazê-lo, mas poderemos fazê-lo. (...) Queremos ver esta guerra terminada." No entanto, o republicano parece ter mudando de tom após o seu telefonema com Vladimir Putin que aconteceu na quinta-feira. Segundo Trump, a Rússia não gostou da possibilidade dos EUA enviarem estes mísseis para a Kiev.Artigos Relacionados
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