Covid-19 e a origem em laboratório. O que sabem e não sabem os cientistas

Covid-19 e a origem em laboratório. O que sabem e não sabem os cientistas
Ana Bela Ferreira 10 de junho

Teoria da fuga do vírus de um laboratório ainda não foi descartada. Quais os motivos para que ainda seja considerada esta hipótese? O que falta explicar?

A Organização Mundial da Saúde (OMS) tinha anunciado as primeiras conclusões do seu relatório no início do ano: a pandemia teve origem num animal e passou depois para os humanos. Quer tenha sido diretamente através de morcegos ou por um animal intermidiário. Mas o seu diretor geral deixou em aberto as outras hipóteses e pediu mais investigações. Por isso, não foi totalmente surpreendente que no final de maio, a Assembleia Mundial da Saúde tenha voltado a deixar no ar a suspeita de que a fuga de laboratório pode mesmo ser o início da pandemia de covid-19.

Dias depois, o presidente dos EUA, Joe Biden pediu uma investigação independente aos serviços secretos norte-americanos e um relatório a ser entregue em 90 dias. De seguida, Austrália, União Europeia e Japão pediram também inquéritos mais robustos às origens do SARS-CoV-2 na China. Enquanto a China pede que lhe olhe também para outros países como possível origem da pandemia.

E apesar da OMS ainda não ter anunciado o que se segue na sua investigação às origens da pandemia, o facto de ter sido tornado público que a China escondeu dados dos primeiros casos notificados, não ajuda a calar a teoria de fuga de laboratório. A revista Nature fez uma análise dos vários argumentos que sustentam esta hipótese e o que a ciência não confirma para já.

Porque insistem os cientistas na teoria da fuga de laboratório?

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