Estudos tentam desmistificar ideia de que ansiedade e problemas de sono podem ser tratados com canábis.
Tornou-se comum dizer que a canábis e medicamentos à base de canabinóides são eficazes no combate à ansiedade ou a promover um melhor sono. No entanto, estudos recentes apontam para resultados poucos expressivos nestes efeitos e avisam para os potenciais efeitos adversos que podem vir do consumo destas substâncias.
Estudo questiona uso da canábis para ansiedade e problemas de sonoAP
Segundo um novo estudo publicado na revista científica "The Lancet" dados de 54 ensaios clínicos aleatórios realizados entre 1980 e maio de 2025 não encontraram benefícios no uso medicinal de canábis para o tratamento de perturbações de ansiedade, pós-traumático e problemas de sono, entre outros, como outros estudos apontaram e se tornou uma crença popular.
"Algumas pessoas podem ter benefícios legítimos, e isso é ótimo. Mas quando olhamos para os dados como um todo, simplesmente não vemos provas de que esteja totalmente presente para o uso rotineiro destes medicamentos", disse o autor principal do estudo, Jack Wilson, do The Matilda Centre da Universidade de Sydney, citado pela agência noticiosa Reuters.
Os autores do estudo não encontraram ensaios clínicos credíveis que avaliassem canabinóides para depressão, destacando que existem problemas de base nos estudos que o afirmam.
Alguns especialistas defendem que a canábis pode até ter um efeito de placebo ou que pode ajudar certas pessoas, mas que pode ter efeitos adversos perigosos.
No entanto, os canabinóides foram associados a reduções na gravidade dos tiques em pessoas com síndrome de Tourette. E existem medicamentos à base de canábis que estão associados à redução dos sintomas de abstinência de canábis e ao menor consumo de canábis entre pessoas com transtorno de consumo.
Os investigadores afirmaram que são necessários mais ensaios de alta qualidade com amostras maiores e mais representativas para clarificar o papel terapêutico dos canabinóides, especialmente à medida que o seu uso clínico cresce.
Canábis não é um tratamento eficaz para ansiedade, garante estudo
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