Quando os miúdos mandam nas escolas

Beatriz Silva Pinto 20 de outubro de 2018

Há escolas que questionam o sistema e que usam as paixões de cada aluno como porta de entrada para as aprendizagens.

Aprende-se como funciona a natureza e a lidar com a frustração na horta, no meio de curgetes e alfaces. Os manuais de ensino não são obrigatórios. Em muitos casos nem existem. Até se fazem assembleias com direito a comissão especial para gerir os desacatos entre alunos. Resultado: miúdos que não aguentavam ficar sentados durante horas na sala de aulas, agora não reclamam. Conheça quatro exemplos de escolas – três privadas e uma pública (Escola da Ponte) – que fogem ao convencional e adaptam o ensino aos interesses e ao ritmo de cada aluno. O objectivo é travar a rigidez do sistema escolar – e, pelo caminho, até se aprende a subir às árvores.

Expression Alternative International School, Penamacor
Aqui os pais dão aulas

Como é que nasce uma escola internacional de ensino alternativo numa vila de Castelo Branco a cerca de 270 quilómetros de Lisboa ou do Porto? Esta é a história iniciada por Zoe Burgess. A britânica emigrou para Portugal e, descontente com o sistema de ensino, criou uma casa -escola em Penamacor. A ideia fez sucesso entre as dezenas de emigrantes da zona e evoluiu para algo maior. Hoje, a Expression Alternative International School, que abriu no ano passado, acolhe cerca de 30 estudantes de 12 nacionalidades.

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