Sábado – Pense por si

Escolha a Sábado como "Fonte Preferida"

Veja as nossas notícias com prioridade, sempre que pesquisar no Google.

Adicionar fonte

Cardeal de Leiria defende que abusos devem ser comunicados às autoridades

12 de maio de 2019 às 20:13
As mais lidas

Em abril, o patriarcado de Lisboa afirmou que vai criar uma comissão para acolher e fazer uma triagem de denúncias de abusos sexuais.

O cardeal de Leiria-Fátima, António Marto, considerou hoje que todas as denúncias de abusos sexuais naIgrejadevem ser comunicadas às autoridades judiciais, que têm mais meios para apurar a verdade.

Durante a conferência de imprensa da peregrinação de maio, no Santuário de Fátima, António Marto saudou a posição do papa Franciscosobre os abusos sexuais, que torna obrigatória a criação de uma estrutura para acolhimento das denúncias de abusos sexuais, ao mesmo tempo que protege os denunciantes.

Em abril, o patriarcado de Lisboa afirmou, em declarações na rádio Renascença, que vai criar uma comissão para acolher e fazer uma triagem de denúncias de abusos sexuais.

Questionado pela agência Lusa sobre se a Igreja deveria fazer essa triagem ou comunicar diretamente às autoridades as denúncias recebidas, António Marto referiu que, na sua perspetiva, "deve-se comunicar às autoridades judiciais o quanto antes".

Essas autoridades "têm mais recursos humanos, mais instrumentos mais eficazes e mais eficientes para apurar a verdade", sustentou o cardeal de Leiria-Fátima, vincando que esta é a sua opinião pessoal sobre o assunto.

António Marto recordou que o documento do papa Francisco apenas torna obrigatória a denúncia na Igreja, recordando que, se em Portugal não é obrigatório fazer a denúncia às autoridades, já em França é obrigatório fazê-la, o que até levou à condenação de um cardeal.

Em fevereiro, o porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), Manuel Barbosa, referiu que os casos "tratados nos tribunais eclesiásticos onde chegam as denúncias são pouquíssimos e, desses, mais de metade a investigação prévia parou por falta de fundamento".