Maduro anuncia detenção de espião dos EUA junto de refinarias

Lusa 12 de setembro de 2020
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O detido possuía "armamento pesado" e "especializado", tinha uma "grande quantidade de dólares em dinheiro e outros elementos", disse o presidente venezuelano.

O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse na sexta-feira que tinha sido detido um espião dos EUA no estado de Falcón, no norte do país, nas proximidades das refinarias Amuay e Cardón.

EPA

"Quero informar (...) que capturámos no dia de ontem (quinta-feira), no Estado de Falcón, um espião estado-unidense, espiando no Estado de Falcón, as refinarias de Amuay e de Cardón. Estão todas as provas, as fotografias, os vídeos, este espião é um 'marine' que esteve a prestar serviços como 'marine' em bases da CIA no Iraque", disse Maduro, durante uma iniciativa do seu partido, transmitida pela televisão estatal.

O detido, segundo a informação avançada por Maduro, possuía "armamento pesado" e "especializado", tinha uma "grande quantidade de dólares em dinheiro e outros elementos" que passaram "diretamente" para o Ministério Público.

Além disto, acrescentou, há dois dias, o vice-presidente e ministro do Petróleo, Tareck El Aissami, "juntamente com um grupo de peritos, engenheiros, cientistas e técnicos" descobriram "um plano para provocar uma explosão na refinaria de El Palito", uma das maiores do país.

Tudo isto supõe, nas palavras de Maduro, "uma guerra de vingança do império 'gringo' contra a Venezuela", com o objetivo, avançou, de impedir o país sul-americano de produzir derivados do petróleo.

"Foi capturado este espião, foi detetado este plano, desmontado este plano e estamos empenhados em 100% na garantia da segurança física das nossas instalações estratégicas, as nossas instalações petrolíferas", sustentou.

Madura prometeu que "nas próximas horas" seriam conhecidos mais detalhes do caso.

Desde há dias que a Venezuela está a sofrer uma severa escassez de gasolina, o eu provocou a multiplicação de filas para reabastecer em todo o país, que é o que tem as maiores reservas provadas de petróleo do mundo.

Esta é a segunda grande escassez de combustível que o país atravessa este ano. A primeira ocorreu entre março e abril e acabou quando a Venezuela comprou ao Irão uma quantidade de gasolina que nunca foi revelada.

Apesar de a Venezuela não publicar desde há anos a produção diária de petróleo, várias fontes situam-na entre 330 mil e 400 mil barris.

Esta produção estimada está longe dos mais de três milhões de barris diários que o país chegou a produzir na década passada.

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