Comerciantes da Baixa manifestam preocupações com obras em encontro com a Câmara de Lisboa

Lusa 03 de maio
Sábado
Leia a revista
Em versão ePaper
Ler agora
Edição de 28 de setembro a 4 de outubro
As mais lidas

Vice-presidente da Câmara de Lisboa considerou necessário "trabalhar num plano de logística ajustado de forma a proteger o comércio e preservar a economia da cidade".

Comerciantes demonstraram preocupações pelos constrangimentos causados pelas obras na Baixa Pombalina, durante um encontro com o vice-presidente da Câmara de Lisboa, realizado na terça-feira, revelou hoje a União de Associações de Comércio e Serviços (UACS).

Numa sessão de esclarecimento com Filipe Anacoreta Correia, que tem a tutela da mobilidade, os comerciantes, empresários e dirigentes associativos mostraram preocupação com os constrangimentos causados pelas obras na Baixa e na zona ribeirinha, nomeadamente com a proibição de acesso, entre as 08:00 e as 22:00, de veículos com mais de 3,5 toneladas para cargas e descargas, "que resulta na dificuldade de entrega e abastecimentos de produtos às lojas", destacou, numa nota, a UACS.

Segundo a UACS, Anacoreta Correia considerou necessário "trabalhar num plano de logística ajustado de forma a proteger o comércio e preservar a economia da cidade", que será o tema de uma reunião a realizar entre os comerciantes e a Câmara Municipal para, em conjunto, "reverem e criarem soluções ajustadas, para adequar o horário de cargas e descargas".

A união de associações de comerciantes voltou a recomendar a criação de uma comissão de acompanhamento das alterações de mobilidade em Lisboa e pediu ainda à Câmara que concilie "a calendarização das obras em curso com a vivência e funcionamento da cidade, que não podem ser inviabilizados".

Segundo a UACS, está previsto que as obras da Rua da Prata demorem quatro meses; no caso da Avenida Dom Carlos até ao dia 24 de dezembro; no caso do Plano Geral de Drenagem de Lisboa, em Santa Apolónia o fim das obras deverá ocorrer até ao dia de Natal, "podendo haver alterações de acordo com as características das obras".

No encontro, os comerciantes pediram soluções para atenuar a dificuldade de circulação e de acesso à baixa, que resulta no afastamento dos consumidores, prejudicando o tecido empresarial da cidade.

Sugeriram ainda "que deve ser feita uma clarificação na mensagem de identificação nas plataformas tecnológicas, como o 'WAZE'", para facilitar a circulação na Baixa, apesar das limitações.

O trânsito está condicionado desde 26 de abril, por tempo indeterminado, na zona ribeirinha e Baixa de Lisboa devido a várias obras, sendo sugeridas pela Câmara Municipal alternativas para circular de Alcântara ao Parque das Nações.

Para desviar o trânsito das zonas condicionadas, a Câmara sugere que seja utilizada para atravessamento uma "5.ª Circular", um percurso que parte de Alcântara - Avenida Infante Santo -- Estrela - Avenida Álvares Cabral -- Rato -- Rua Alexandre Herculano - Conde Redondo -- Avenida Almirante Reis - Praça do Chile -- Rua Morais Soares - Praça Paiva Couceiro -- Avenida Mouzinho de Albuquerque - Parque das Nações.

Entre as obras que vão provocar os condicionamentos estão a expansão do metro de Lisboa, a realização do Plano de Drenagem, para evitar situações de cheias na capital, a reabilitação da rede de saneamento e a repavimentação de vias.
Artigos Relacionados