Governo vai avançar com uma Avaliação Ambiental Estratégica (AAE) a três soluções para reforçar a capacidade aeroportuária e Lisboa.
A associação ambientalista Zero congratulou-se esta terça-feira com a decisão do Governo de avançar com uma Avaliação Ambiental Estratégica (AAE) a três soluções para reforçar a capacidade aeroportuária e Lisboa, considerando-a "um primeiro passo".
O Governo anunciou hoje que vai avançar com uma AAE a três soluções para reforçar a capacidade aeroportuária de Lisboa, depois de a Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC) ter recusado emitir um parecer prévio de viabilidade do aeroporto do Montijo, devido ao parecer negativo das câmaras do Seixal e da Moita e não emissão de parecer por Alcochete.
Em comunicado, o Ministério das Infraestruturas explica que a AAE vai "promover uma avaliação que compare" três soluções: a atual solução dual, em que o Aeroporto Humberto Delgado terá o estatuto de aeroporto principal e o Aeroporto do Montijo o de complementar, uma solução dual alternativa, em que o Aeroporto do Montijo adquirirá, progressivamente, o estatuto de aeroporto principal e o Aeroporto Humberto Delgado o de complementar, e a construção de um novo aeroporto internacional de Lisboa no Campo de Tiro de Alcochete.
Carla Graça, da Zero, disse à Lusa que a associação se congratula com a decisão anunciada pelo Governo e acrescenta que para a Zero "é fundamental a saída do aeroporto de Lisboa".
No comunicado do Governo a terceira opção, "construção de um novo aeroporto internacional de Lisboa no Campo de Tiro de Alcochete", tem "subjacente o encerramento do aeroporto" Humberto Delgado, salientou Carla Graça.
A Zero tem defendido que todo o processo de um novo aeroporto deve ser reavaliado, bem como tem defendido a "absoluta necessidade" da realização de uma AAE.
Num comunicado divulgado hoje a Zero escrevia: "Os muito significativos impactes ambientais negativos do atual funcionamento do Aeroporto Humberto Delgado na qualidade de vida dos habitantes de Lisboa deveria tornar evidente a inviabilidade da sua expansão e a necessidade de se estudar alternativas que integrem a sua desativação a médio prazo".
A Zero alertava também que tendo em conta as alterações climáticas e o forte impacto do setor da aviação sobre as mesmas, "qualquer avaliação terá de incluir a possibilidade de transferência modal do transporte aéreo para o transporte ferroviário em distâncias curtas, à semelhança do que vem já acontecendo em vários países europeus".
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