Weinstein assume que ofereceu trabalho a actrizes "em troca de sexo"

CM 14 de julho de 2018

"Eu nasci pobre, feio, judeu e tive que lutar toda a minha vida para chegar a algum lado", disse o produtor, garantindo que o seu comportamento era "padrão".

Harvey Weinstein - o produtor de Hollywood que está no epicentro do escândalo de assédio sexual na indústria cinematográfica americana - admitu, após nove meses a declarar-se inocente, que assediou várias mulheres. Apesar da confissão, numa entrevista ao site americano Spectator, o produtor tenta justificar os seus actos dizendo que gestos semelhantes são "um padrão da indústria" e que "todos o faziam". 

"Sim, eu ofereci-lhes trabalho enquanto actrizes em troca de sexo, mas o mesmo aconteceu com todos os outros [produtores]", disse, alegando que tudo não passava de um "padrão" da indústria. 

Weinstein viu o seu nome manchado aos seu acusado por inúmeras caras de Hollywood, como Angelina Jolie, Gwyneth Paltrow ou Ashley Judd, de assédio sexual. São mais de 20 as mulheres que o denunciaram por comportamentos que se prolongaram durante décadas. O produtor teve de se afastar após ter estalado o escândalo, que deu origem à camapanha 'Me Too'. 

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