Sábado – Pense por si

Trump já perdeu mas não sabe como disfarçar

Trump não sabe como sair da encruzilhada iraniana e anda a tentar disfarçar. Fala do tempo em que os EUA estiveram metidos no Vietname, no Iraque, no Afeganistão. Avisa que "ainda vai demorar algum tempo" até os preços dos combustíveis baixarem. Projeta uma ilusão de controlo quando, na verdade, está a perder em toda a linha: internamente, a sua aprovação está em queda e a inflação sobe; externamente, a perda de prestígio e de confiança nos EUA é muito evidente. Mesmo que continue a haver quem veja "plano" e "racionalidade" onde, manifestamente, não há.

Quem despreza os aliados acaba sozinho

Trump destratou os aliados e depois chamou-lhes "cobardes" por não quererem ajudar a resolver Ormuz. O Presidente dos EUA teve o seu "momento Pearl Harbor" ao lado da primeira-ministra japonesa e agravou a ideia de que partiu para o Irão sem plano e sem a mínima noção do que poderá acontecer no "dia seguinte". Já agora: quando poderá ser esse "dia seguinte"? Alguém vislumbra como é que isto pode acabar?

As três coisas que estão longe de acontecer

A invasão de Putin está longe de parar: o presidente da Rússia não quer "só o Donbass". Quer toda a Ucrânia. Faz da agressão sobre Kiev, em capa de expansão neoimperialista, a sobrevivência do seu modo de liderar. Recuar seria admitir o erro. E, no Kremlin, o poder afirma-se de forma vertical. Sem hesitações. A sangue frio, para que eventuais críticos ou opositores não acreditem em alternativas. Não percebermos isso é não percebermos nada.

Como sobreviver às burlas online
Bruno Faria Lopes

Como sobreviver à explosão das burlas online

As burlas são cada vez mais criativas e realistas, com recurso à Inteligência Artificial e a programas que espiam a nossa vida digital. “Ninguém pode dizer que não vai cair”, avisa o diretor do Combate ao Cibercrime da PJ. A intrusão dos burlões não é nos sistemas: é na nossa cabeça. Conheça casos reais com os principais crimes e aprenda a identificar os riscos.

Nádia Dinis com a família em  Cacilhas, que já considera ser a margem certa do Tejo
Luísa Oliveira

Que bem se está na Margem Sul

Há uns anos, perante uma mudança de residência para o outro lado do Tejo recebiam-se apenas comentários preconceituosos. Porém, longe vai a imagem de dormitório da capital – hoje, todos realçam a vida sossegada e o preço mais acessível das casas. Mas ainda há grandes projetos pensados para o território, que teimam em não sair do papel.

Trump troca o Direito pela sua moralidade

O Presidente dos EUA declara que o Direito Internacional é a sua "moralidade". A Venezuela foi só o início e a seguir vem Cuba? Regressa a teoria do "domínio do pátio traseiro". Daí não vem novidade. Mas a Gronelândia é outra coisa: os EUA de Trump não excluem atacar uma democracia aliada. Ou seja: a NATO pode atacar a NATO. O paradoxo dispensaria mais explicações

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