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Xi Jinping diz a Putin que o mundo "corre o risco de regressar à lei da selva"

Isabel Dantas 20 de maio de 2026 às 08:50
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Os dois líderes assinaram em Pequim cerca de 20 documentos de cooperação e ainda hoje vão discutir vários temas da atualidade internacional, incluindo as guerras na Ucrânia e no Irão.

Xi Jinping destacou a importância da cooperação entre a China e a Rússia no encontro desta quarta-feira com Vladimir Putin, avisando que "o mundo corre o risco de regressar à lei da selva". O líder chinês acrescentou que "o cenário internacional está a passar por mudanças monumentais" e considerou "inaceitável" a ideia de se reacender a guerra no Irão e no Médio Oriente.

Putin e Xi Jiping em Pequim
Putin e Xi Jiping em Pequim AP

"Um cessar-fogo alargado é imperativo, recomeçar a guerra é ainda mais inaceitável e aderir às negociações é particularmente importante", disse Xi Jinping, citado pela agência de notícias financeiras Bloomberg.

Os dois líderes reuniram-se em Pequim - uma semana depois de Xi Jinping ter recebido Donald Trump - e concordaram em prolongar o tratado bilateral de cooperação já existente entre os dois países. Haverá também uma cooperação mais ampla em inteligência artificial e inovação tecnológica.   

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O presidente russo disse a Xi, por sua vez, que a parceria entre os dois países é exemplar, que está disposto a continuar a desenvolver a cooperação mútua e que China e Rússia devem opor-se a "toda intimidação unilateral e ações que revertem a história".

Foram assinados cerca de 20 documentos de cooperação numa cerimónia na capital chinesa, incluindo um acordo sobre energia. Putin assegurou a Xi que o seu país está preparado para continuar a fornecer energia a Pequim e que há um grande potencial em projetos conjuntos de energia renovável.

Em declarações à televisão estatal russa, o assessor de política externa da Rússia, Yuri Ushakov, explicou que Putin e o líder chinês vão ainda discutir questões internacionais num encontro privado que terá lugar ainda hoje, com a “Ucrânia, o Irão e as relações com os Estados Unidos” em cima da mesa.

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