Amadeu Guerra tem medo de quê?
Esconder averiguações preventivas mostrará sempre, pelo menos, medo do escrutínio. E quem tem medo do escrutínio já perdeu a razão. A justiça não pode comportar-se como um vampiro com medo da luz.
Esconder averiguações preventivas mostrará sempre, pelo menos, medo do escrutínio. E quem tem medo do escrutínio já perdeu a razão. A justiça não pode comportar-se como um vampiro com medo da luz.
O número de eleitores indecisos (22%) supera qualquer uma das intenções de voto dos candidatos.
Pizarro e o “seu grupo de tupperware”, Pedro Duarte e as três histórias sobre insegurança que “valem mais que dados”. O socialista domina a rua; o social-democrata é tímido, tem uma postura séria, sai-se melhor no palanque. Dias cheios de uma campanha tensa, que é uma das grandes incógnitas das Autárquicas.
Ventura lançou o líder da bancada municipal do Chega em Lisboa para a corrida autárquica na capital. Recusa integrar o executivo de Moedas, quer ter mais de 20% (apesar de estar longe disso nas sondagens) e defende a deportação de muçulmanos.
Os jovens estão cada vez mais interessados em política (mas fora dos partidos) e a maioria não apoia nem o PS nem PSD. Em entrevista à SÁBADO, o novo presidente do Conselho Nacional de Juventude aponta o caminho: "Atenção aos jovens não pode ficar pelas intenções."
É uma superestrela na notoriedade. Na rua, todos a conhecem e a candidata toca, conversa, deixa-se fotografar e parece gostar. Há crianças e sobretudo idosos, mas faltam os jovens. A candidata é bem-disposta, mas não demasiado confiante. Vai ganhar? “Não sei se vou.”
O 25 de Novembro é “divisivo”? Claro que é: divide os democratas daqueles que sonhavam com uma solução soviética, ou talvez cubana, para Portugal. Pelo mesmo critério, o 25 de Abril também é “divisivo”: divide os democratas daqueles que preferiam a continuidade do Estado Novo.
Pontual e arrumado (mas sem paciência para beijinhos e abraços), o líder da AD faz uma campanha para segurar o voto útil moderado. Sem largar a mulher, cumpre os mínimos em arruadas, onde é rejeitado às vezes, e brilha entre militantes nos megacomícios a contar histórias sobre “mães”.
Os distritos (mesmo) decisivos, os concelhos que mais pesam, o fator-surpresa, o que não volta a acontecer como em 2022 e o que os partidos esperam: os sinais a que dar atenção na noite de 10.
A um mês das legislativas, o Chega é a força política mais popular entre os jovens. Em 2020, André Ventura lançou Rita Matias com uma estratégia clara: captar a atenção do eleitorado feminino e jovem. A deputada foi a Madrid aprender com o Vox a criar conteúdos virais, estabeleceu relações com o Fidesz, da Hungria, e faz parte de uma rede internacional conservadora católica.
Os resultados de 2022 e as sondagens desde então mostram coisas que sabemos – como o domínio do PS nos reformados – e mudanças que ampliam a incerteza.
A forma como se tratam os indecisos, num eleitorado mais fragmentado, é “o” problema de quem faz e noticia sondagens - e, aqui, algo está a mudar a caminho das eleições de março. Mas há outros problemas, como o custo: um partido paga até quatro vezes mais por uma sondagem (interna) do que os media.
Se Ventura conseguir eleger cerca de 30 deputados, vai recrutar dentro e fora do partido. Direção de olho em ex-ministro Rui Gomes da Silva e ex-PAN Cristina Rodrigues.
O caso não mostra apenas a falência do “patriarcado”; mostra a falência do igualitarismo como ideal. Desde quando uma mulher progressista precisa de um homem para a defender? Se a sra. Jada Pinkett Smith entendia que Chris Rock estava a levantar muito cabelo (digamos assim), devia ter sido ela a subir ao palco.
Falta fiscalização ao trabalho de campo, há risco de conflitos de interesses e os trabalhos para os partidos não são públicos. Ainda assim, os erros não são tão maus como a má imagem do setor sugere.
O grupo parlamentar não terá liberdade de voto “em questões essenciais”. Admite o regresso do serviço militar obrigatório e aproximar-se do Opus Dei. E tem dificuldade em escolher entre Salazar e Soares.