Sábado – Pense por si

Editorial

Quem tem medo do eleitor?

As sondagens são só sondagens – no início de março de 2025, Pedro Nuno Santos também surgia na liderança, para depois perder estrepitosamente – mas dão um sinal. Que esse sinal imponha cautela generalizada é hoje o maior fator de estabilização da política portuguesa. Mudanças significativas nos alinhamentos podem mudar tudo, mas enquanto assim estivermos, valha-nos o Santo Inquirido.

Nas primeiras declarações, Fernando Alexandre sugeriu que os pais foram "imprudentes" por marcarem férias para o dia a seguir à publicação dos resultados
Rita Rato Nunes

Fernando Alexandre, um ministro aos papéis

O Executivo deixou sozinho o governante que tinha poucas manchas no currículo. Tem um setor que estava adormecido novamente à perna – e anticorpos dentro do Governo.

Editorial

Aquela reforma que ninguém vai fazer

O País só mexeu neste círculo vicioso à força, sob alçada da troika e de Pedro Passos Coelho, mas o sistema refugiou-se depois nos alçapões das novas regras e continua vivo. Alimenta-se a clientela, mas também a perceção de que "são todos iguais" e o populista “eles querem é tacho”. É pena darem-lhes assim razão. Ninguém propôs sequer seriamente, PS ou PSD, tapar os buracos que permitem a continuação deste carrossel que envergonha ambos. Mas, pelo menos, já nos poupavam à exibição pública de moralidade fake.

Mário Centeno, 59 anos, foi ministro das Finanças, presidente do Eurogrupo e governador do Banco de Portugal
Rita Rato Nunes

Como Centeno se está a movimentar nos bastidores

Gostava de ser primeiro-ministro – e no PS há um grupo de influentes disponível para lhe abrir o caminho. Voltou ao espaço mediático em força à espera de uma oportunidade.

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