Tentações
O problema não está em escrutinar a PJ, mas em transformá-la numa trincheira de combate político. Neves não percebeu que a sua ida para o Governo comportava esse risco
O problema não está em escrutinar a PJ, mas em transformá-la numa trincheira de combate político. Neves não percebeu que a sua ida para o Governo comportava esse risco
André Ventura defendeu que o Governo "está a ser arrastado para uma situação inexplicável" e exigiu a Montenegro que tome "uma decisão".
As sondagens são só sondagens – no início de março de 2025, Pedro Nuno Santos também surgia na liderança, para depois perder estrepitosamente – mas dão um sinal. Que esse sinal imponha cautela generalizada é hoje o maior fator de estabilização da política portuguesa. Mudanças significativas nos alinhamentos podem mudar tudo, mas enquanto assim estivermos, valha-nos o Santo Inquirido.
E ainda o turboadjunto do secretário de Estado, os €67.900 que o Governo gastou numa formação de liderança e a nomeação de um assessor "fantasma"
Para o antigo líder do PSD, o caso de Luís Neves é mais nocivo para o Governo do que os problemas relacionados com os exames nacionais, que têm provocado pedidos de demissão do ministro Fernando Alexandre.
No arranque da próxima sessão legislativa, em setembro.
O ex-ministro da Educação reconhece que o sistema de avaliação dos exames falhou e questiona se os alertas dos especialistas terão sido ouvidos.
No seu novo monólogo, que se estreia nos palcos em setembro, a autora e encenadora parte de um julgamento a mulheres acusadas da prática de aborto, em 2002, na Maia, para mergulhar no tema.
O Executivo deixou sozinho o governante que tinha poucas manchas no currículo. Tem um setor que estava adormecido novamente à perna – e anticorpos dentro do Governo.
Governo quer menos burocracia, menos regulação e maior "liberdade de negociação". Porta-voz do movimento Casa Para Viver acredita que as propostas aumentam a precarização e exercem mais pressão sobre as famílias.
Não se chama Portugal à Frente, mas quase. Cotrim Figueiredo deu novidades sobre o movimento cívico-político e diz que já tem 18 mil inscritos.
Sente-se vergonha ao assistir à cena de absoluta bajulação com que o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, falou a Trump na sala oval, com beija-mãos, beija-pés, beija qualquer coisa, para pretensamente o acalmar na sua fúria anti-europeia que desagua também na NATO.
O novo vice do partido está a construir o seu próprio caminho debaixo da asa de Montenegro. Palmilha o País e almoça e janta com todos.
O madeirense diz não ter "muito interesse neste PSD” e diz que Montenegro e Passos Coelho são "aves da mesma plumagem”.
O País só mexeu neste círculo vicioso à força, sob alçada da troika e de Pedro Passos Coelho, mas o sistema refugiou-se depois nos alçapões das novas regras e continua vivo. Alimenta-se a clientela, mas também a perceção de que "são todos iguais" e o populista “eles querem é tacho”. É pena darem-lhes assim razão. Ninguém propôs sequer seriamente, PS ou PSD, tapar os buracos que permitem a continuação deste carrossel que envergonha ambos. Mas, pelo menos, já nos poupavam à exibição pública de moralidade fake.
Gostava de ser primeiro-ministro – e no PS há um grupo de influentes disponível para lhe abrir o caminho. Voltou ao espaço mediático em força à espera de uma oportunidade.