O candidato referiu que os portugueses já perceberam que é necessária uma mudança política em Portugal porque o país não pode continuar no "eterno aviar de problemas, estagnação e desesperante conformismo".
O candidato presidencial Cotrim Figueiredo avisou este sábad que "quem quer muito mudar" não pode votar em André Ventura, presidente do Chega e adversário na corrida a Belém, porque isso significa eleger António José Seguro.
Cotrim Figueiredo alerta para o risco de eleger Seguro votando em VenturaMANUEL DE ALMEIDA/LUSA
"Quem quer mudar muito não vai votar em Ventura porque votar em Ventura é garantir que quem for com ele à segunda volta ganha. E, neste momento, os dados indicam que votar em Ventura é eleger Seguro", assinalou o também eurodeputado durante um discurso de mais de 20 minutos num comício no Técnico Innovation Center, em Lisboa.
Perante uma sala cheia, e depois de um discurso de um dos seus quatro filhos, Cotrim Figueiredo referiu que os portugueses já perceberam que é necessária uma mudança política em Portugal porque o país não pode continuar no "eterno aviar de problemas, estagnação e desesperante conformismo".
E para mudar, o antigo líder da IL afirmou que os portugueses não podem votar em Marques Mendes, apoiado pelo PSD e CDS-PP, nem em António José Seguro, apoiado pelo PS, porque são "mais do mesmo" e "não têm coragem de assumir posições claras".
"Quem quer mudar não vai votar em Gouveia e Melo cujas convicções parecem vaguear ao sabor das marés e com a mesma frequência", acrescentou.
E, neste rol, Cotrim Figueiredo juntou ainda António Filipe, Catarina Martins e Jorge Pinto, apoiados por PCP, BE e Livre, respetivamente, porque, caso não desistam antes, "nunca chegarão à segunda volta", considerou.
Na sala, onde estavam faixas grandes onde se lia em letras garrafais "Rumo à 2.ª Volta", o candidato presidencial contou que tem defeitos reais, não precisando que os adversários lhe inventem outros.
"Já fui acusado de me querer apropriar de Sá Carneiro e de Passos Coelho. Mas, por quem, perguntam vocês? Por aqueles que, de facto, se querem apropriar dessas figuras, mas falta-lhes grandeza para isso", reagiu, desta forma, às críticas essencialmente de André Ventura e Marques Mendes.
Já sobre as críticas à sua falta de experiência, Cotrim Figueiredo salientou que, se essas se referirem à sua vida política têm sentido, mas se forem em obter resultados em projetos ambiciosos aí "tem mais experiência" do que vários dos seus adversários juntos.
"Já me disseram que sou um radical. Se insistir na mensagem de que Portugal pode ser bastante melhor é ser radical, então, sim, sou orgulhosamente radical", concluiu.
As eleições presidenciais estão marcadas para 18 de janeiro de 2026 e às quais concorrem 11 candidatos, um número recorde.
Caso nenhum deles consiga mais de metade dos votos validamente expressos, realizar-se-á uma segunda volta a 08 de fevereiro entre os dois mais votados.
Cotrim Figueiredo avisa que votar em Ventura é eleger Seguro (C/ÁUDIO)
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