Com o bloqueio do Estreito de Ormuz, o barril de petróleo custa agora mais de 100 dólares.
A guerra no Irão fez escalar a preocupação com a possível escassez de combustíveis fósseis e o exponencial aumento do custo dos mesmos, devido ao bloqueio do Estreito de Ormuz.
Estreito de OrmuzDireitos Reservados
O barril de petróleo custa agora mais de 100 dólares e em Portugal o Governo tem aprovado descontos nas taxas de IPS sobre o gasóleo e a gasolina para fazer face aos aumentos semanais que já totalizam mais de 20 cêntimos desde o final de fevereiro. No entanto, enquanto a nossa preocupação é essencialmente com os preços dos combustíveis, os países asiáticos estão mesmo a tomar medidas para tentar diminuir os consumos, uma vez que são responsáveis pela importação de 90% de todo o petróleo e gás que passa pelo Estreito de Ormuz,
O Sri Lanka decretou que as quartas-feiras vão passar a ser feriado em todas as instituições públicas, a semana de quatro dias vai ser aplicada também nas escolas e universidades, mas não afetará serviços essenciais. Na segunda-feira o presidente Anura Kumara Dissanayake liderou uma reunião de emergência com altos funcionários onde defendeu: “Devemos preparar-nos para o pior, mas esperar pelo melhor”. Por isso foi anunciada a implementação de um Passe Nacional de Combustível, que pretende racionar as quantidades de combustível que cada utilizador pode comprar.
Nas Filipinas alguns órgãos governamentais determinaram que os funcionários devem fazer teletrabalho pelo menos um dia por semana, enquanto o presidente Ferdinand Marcos Jr. proibiu viagens não essenciais no setor público e anunciou uma medida de assistência financeira para motociclistas, agricultores e pescadores, que varia entre 3 e 5 mil bahts (entre 80,43 e 134,05 euros).
Na Tailândia, o governo já tinha começado uma campanha de incentivo para os cidadãos passarem a vestir t-shirts no carro, de modo a reduzirem a dependência do ar condicionado, enquanto que no Bangladesh as férias do Ramadão nas universidades foram antecipadas e as cidades vivem agora apagões programados, numa tentativa de poupar energia. No Vietname as pessoas estão a ser incentivadas a ficarem em casa para pouparem combustível ou a “andarem de bicicleta, partilharem carros, utilizarem os transportes públicos e restringirem a utilização de veículos particulares quando desnecessário”.
Em Mianmar os veículos particulares só podem circular em dias permitidos, as escalas foram feitas com base nas matrículas e devem ser respeitadas por todos os condutores.
E na Europa?
Parece que a União Europeia tem aproveitado o empurrão da guerra no Irão para se focar na transição energética e atenuar o impacto do aumento dos preços. Na segunda-feira a presidente da Comissão Europeia apresentou aos líderes europeus os seus planos, focados em disponibilizar mais licenças de emissão de carbono e apoiar financeiramente as indústrias.
Ao contrário dos países asiáticos, a União importa a maior parte do seu petróleo e gás dos Estados Unidas e da Noruega, que não estão diretamente afetados pelos cortes de fornecimento do Médio Oriente. Ainda assim, os preços têm subido bastante, maioritariamente devido ao decréscimo da oferta e ao receio dos mercados internacionais que vivem tempos incertos.
“Atualmente, a segurança física do abastecimento da União Europeia está assegurada. Mas o aumento dos preços dos combustíveis fósseis está a afetar a nossa economia”, referiu Ursula von der Leyen.
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