Irão: UE gastou mais 14 mil milhões de euros em importações de combustíveis fósseis num mês de guerra
Desde o início do conflito no Médio Oriente, os preços na UE aumentaram cerca de 70% no gás e 60% no petróleo.
Desde o início do conflito no Médio Oriente, os preços na UE aumentaram cerca de 70% no gás e 60% no petróleo.
Foram também criadas regras especiais relativas às variáveis de faturação de potência, no caso da eletricidade, ou de capacidade no gás natural, em termos mais favoráveis aos consumidores afetados pela calamidade.
Paralelamente, o gás valorizou-se mais de 70%, atingindo os 54,155 euros por megawatt-hora (MW/h).
Desta forma, o preço do gás afasta-se dos 31,6 euros registados no dia 27 de fevereiro.
No dia 18, o primeiro-ministro anunciou uma comparticipação de 25 euros na botija de gás solidária para os próximos três meses face ao impacto da guerra no Médio Oriente.
O chefe do Governo húngaro, o líder da União Europeia (UE) mais próximo de Moscovo, explicou que "o fornecimento [de gás] será bloqueado gradualmente", sem especificar um prazo para a suspensão prevista.
De acordo com Bruxelas, "a segurança do abastecimento energético da UE mantém-se, nesta fase, protegida devido à dependência limitada de importações desta região".
O Brent chegou a estar a negociar esta manhã nos 114,43 dólares por barril, mas afundou 14,4% - para 96 dólares - assim que os EUA anunciaram este adiamento. A diferença entre o máximo e o mínimo desta sessão está assim nos 18 dólares.
De acordo com os dados de mercado recolhidos pela agência de notícias espanhola EFE, na abertura do mercado holandês, o gás natural avançou 2,90%, para 61,06 euros por megawatt-hora (MWh).
No global, o plano "vai mobilizar" cinco mil milhões de euros, disse Pedro Sánchez.
Na quinta-feira, o gás natural fechou com uma subida de 11 %.
O ministro dos Negócios Estrangeiros do Catar, Mohammed bin Abdulrahman al-Thani, acusou o Irão de atingir a unidade de gás natural liquefeito de Ras Laffan, classificando o ataque como uma “política agressiva e irresponsável”.
Netanyahu rejeitou que o seu país tenha arrastado Washington para este conflito, mas assumiu que “agiu sozinho" no bombardeamento contra instalações de gás iranianas na quarta-feira.
Os ataques ao complexo industrial de Ras Laffan, no Qatar, já fizeram disparar os preços do gás natural. O jornalista do Negócios João Maria Fernandes explica que complexo é este e o que está em causa.
A companhia energética pública do Qatar anunciou que novos ataques de mísseis iranianos causaram "danos consideráveis" no complexo de gás de Ras Laffan.
O agravamento da guerra no Médio Oriente fez disparar novamente os preços globais dos combustíveis, com o preço do gás na Europa a subir 35%.