Pedro Abrunhosa: "A morte não devia levar os que cantam o poema mais difícil, o da dignidade humana"
O músico Pedro Abrunhosa despediu-se de Luís Represas com um "obrigado". "Querido Luís, tu que soubeste dar voz aos poetas e cantar mais alto a profundidade do poema, que incandesceste mundos escuros com o ‘danzón’ cubano com gingado tuga, que nos prometeste estradas de azul há 125 anos, que batalhaste pelas causas mais nobres dos desprotegidos, cantado-as, acordaste hoje num outro Azul", escreveu nas redes sociais. "A morte não devia levar os que cantam o poema mais difícil: o da dignidade humana."
Sérgio Godinho: "Hoje tenho uma grande saudade do Luís"
Sérgio Godinho, artista que cresceu pessoal e profissionalmente com Luís Represas, deixou a sua mensagem de despedida nas redes sociais: "O que acontece quando alguém se vai sem que o esperássemos, e nos deixa agarrados às memórias mais antigas?"
"Deixa-nos saudades, claro. E hoje, de repente, tenho uma grande saudade do Luís", continuou. Recordou os trabalhos conjuntos, em particular 'Chave dos Sonhos', "que hoje, em que ele partiu para outros sonhos, tão misteriosos e desconhecidos, resta como uma forma de ele poder continuar connosco".
CDS: "Continuará a ecoar na memória dos portugueses"
O CDS endereçou as "mais sentidas condolências" à família e amigos de Luís Represas e relembrou o artista pela marca na "identidade cultural" de Portugal. "A sua voz única e o seu empenho na causa de Timor-Leste constituem um legado que perdurará", lê-se.
A voz de Luís Represas marcou a nossa identidade cultural e continuará a ecoar na memória de todos os portugueses. A sua voz única e o seu empenho na causa de Timor-Leste constituem um legado que perdurará. À sua família e amigos apresentamos as nossas mais sentidas condolências
Tozé Brito, músico e amigo de Luís Represas, revisitou a letra da emblemática canção '125 azul', dos Trovante: “Mas Deus leva os que ama, só Deus tem os que mais ama”. Ao lado de uma fotografia antiga de ambos, agradeceu: "Querido Luís, obrigado."
Sons em Trânsito: "Deixa-nos um legado imensurável"
A sociedade musical Sons em Trânsito relembrou a "voz única que marcou gerações e ficará para sempre gravada na história da música portuguesa. Deixa-nos um legado imensurável".
"Tivemos o privilégio de acompanhar de perto o recente e emotivo regresso da banda 'Trovante' aos grandes palcos, celebrando a sua paixão indiscutível pela arte até ao fim", sublinhou. "Recordamo-lo aqui com a força inconfundível do seu 'Perdidamente´".
Também Vasco Sacramento, diretor da Sons em Trânsito, agradeceu ao artista "pela música, pelo talento, pela cidadania, pela integridade, pela coragem" e, ainda, por uma das "maiores honras" da sua vida profissional. "Como diz a canção «se outro calam, cantemos nós». Que se cante muito o que a tua voz imortalizou."
João Pedro Pais: "Vou cantá-lo e admirá-lo para sempre"
João Pedro Pais, colega de profissão e amigo, lembra os anos que viveu ao lado de Luís Represas: "Viajámos, conversámos e convivemos longas e demoradas horas. Cantámos tantas vezes juntos, quantos abraços e gargalhadas. O Luís soube em vida o quanto eu o gostava".
"Às vezes por uma ou outra razão que eu o contrariava, dizia-me o Luís… «olha agora… queres ver, mas estás parvo ou fazes-te !?». Hoje e mais uma vez, quero contrariar o meu amigo Luís e não aceito esta despedida porque sei que vou continuar a cantá-lo e admirá-lo sempre. Agradeço-lhe a amizade, confiança, respeito e as suas canções que ficarão para sempre em nós", escreveu.
Marcelo: "Alguns dos melhores momentos passei-os a ouvi-lo e a admirá-lo"
O antigo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, lamentou esta quarta-feira a morte do cantor Luís Represas, recordando que se conheciam desde crianças e que passou alguns dos melhores momentos da sua vida a ouvi-lo e admirá-lo.
"Andámos e ficámos amigos na mesma escola infantil e primária [O Lar da Criança, em Lisboa]. Ele uns anos mais novo. Já lá vão quase 70", recorda Marcelo Rebelo de Sousa, numa nota divulgada pelo gabinete do antigo Presidente da República.
Assembleia da República recorda "marca nos últimos 50 anos da música portuguesa"
Em comunicado, a Assembleia da República lamenta a morte de Luís Represas e "recorda a marca que deixou nos últimos 50 anos na música portuguesa. Fundador dos Trovante, e autor de uma marcante carreira a solo, com inúmeros temas que o tornaram uma figura de referência".
A Assembleia da República lamenta a morte do cantor Luís Represas e recorda a marca que deixou nos últimos 50 anos na música portuguesa. Fundador dos Trovante, e autor de uma marcante carreira a solo, com inúmeros temas que o tornaram uma figura de referência.#luisrepresaspic.twitter.com/AOVu8okyqc
— Assembleia da República (@AssembleiaRepub) July 22, 2026
Dulce Maria Cardoso: "Estou-lhe grata pela sua obra"
"Não conhecia pessoalmente, só conheço como artista. Lamento e dou os meus sentimentos à família", diz Dulce Maria Cardoso, contactada pela SÁBADO. Para a escritora portuguesa, a obra de Luís Represas, "enquanto cantor, foi muito importante", especialmente durante "a adolescência e como jovem adulta. Estou-lhe grata pela sua obra". Leia mais aqui.
Luís Represas subiu inúmeras vezes ao palco dos coliseus do Porto e dos Recreios, em Lisboa, onde também planeava celebrar os 50 anos de carreira, em 2027. "É com muita tristeza que recebemos a notícia da morte de Luís Represas", comunicou o Coliseu do Porto, "palco onde tantas vezes foi aplaudido e acarinhado pelo público".
Também o Coliseu dos Recreios lamentou "profundamente" a partida. "Tivemos a honra de o receber no nosso palco e de partilhar com o nosso público momentos que ficarão para sempre na memória", lê-se.
Nuno Markl recordou Luís Represas desde o tempo em que apenas o conhecia enquanto "personagem" de uma capa de disco que os pais guardavam em casa. A vida brindou-o com a oportunidade de o conhecer pessoalmente, contou o locutor, o que lhe permitiu concluir: "Era um gajo porreiro".
"Era uma voz lendária da música portuguesa. Sabemos nestas alturas que a voz fica, mas que se perde o gajo porreiro, o que é incalculavelmente triste", escreveu no Instagram.
Isabel Alçada: "Era um criador e uma pessoa que enchia o palco"
Isabel Alçada lamenta a morte de Luís Represas e recorda: "Era um criador e uma pessoa que enchia o palco e enchia todos os ambientes em que se encontrava, com a sua força anímica e a sua criatividade. Marcou a música do País." Leia mais aqui.
Livre: "A cultura também pode fazer parte das grandes causas"
O Livre lembrou uma das vozes "que ficam e vivem nas canções que atravessam gerações". "Com os Trovante e depois a solo, Luís Represas escreveu algumas das canções que muitos portugueses sabem de cor. 'Timor', dos Trovante, levou a luta do povo timorense pela independência a milhares de portugueses e lembrou que a cultura também pode fazer parte das grandes causas do seu tempo", lê-se na nota no X.
"Em março, voltou aos palcos com os Trovante para celebrar os 50 anos da banda. Em 2027, preparava-se para celebrar 50 anos de carreira. Esses concertos já não acontecerão. As canções, essas, continuam connosco."
Há vozes que ficam. Vivem nas canções que atravessam gerações e naquilo que ajudaram a contar sobre um país.
Com os Trovante e depois a solo, escreveu algumas das canções que muitos portugueses sabem de cor. "Timor", dos Trovante, levou a luta do povo timorense ?? 1/3 pic.twitter.com/ICMFdzd4tJ
Indústria da música lembra o "privilégio" de trabalhar com Luís Represas
A Universal Music partilha o "privilégio" que foi "trabalhar com um artista único, que deixa um legado intemporal. As suas canções serão para sempre recordadas. À família e amigos, as nossas mais sinceras condolências".
A Universal Music Portugal manifesta o seu profundo pesar pelo falecimento de Luís Represas. Foi um privilégio trabalhar com um artista único, que deixa um legado intemporal. À família e amigos, as nossas mais sinceras condolências. As suas canções serão para sempre recordadas. pic.twitter.com/WoPjiZfdLr
Jorge Guerreiro lembra Luís Represas: "Perde-se um ícone da música portuguesa"
"Era uma pessoa muito respeitada no meio musical, a música dele atravessou gerações e deixou um marco importante. Vai ser sempre lembrado", disse à SÁBADO o artista Jorge Guerreiro. "Há cerca de 25 anos cantei a canção Perdidamente num bar em Cascais. Luís Represas estava lá a ouvir e no final abraçou-me e deu-me os parabéns."
Rui Veloso: "Quando um amigo parte, vai também uma parte de nós"
O cantor e amigo Rui Veloso falou da "tristeza maior" que é perder alguém querido. "Foste, sem mais nem menos…discreto, sem alarido, meu velho amigo", escreveu nas redes sociais. "Quando um amigo parte, vai também um pedaço de nós", lê-se na publicação acompanhada de uma fotografia de ambos, no ano passado, no Centro Cultural Olga Cadaval.
A Polícia de Segurança Pública (PSP) assinalou a partida de "uma das vozes mais inconfundíveis de Portugal". "É com profundo pesar que a PSP recebe a notícia do falecimento de Luís Represas". A força de segurança partihou um vídeo de recordação do músico, em que agradece por ser "um parceiro, um cidadão exemplar e um amigo".
Obrigado Luís.
É com profundo pesar que a Polícia de Segurança Pública recebe a notícia do falecimento de Luís Represas. Hoje, Portugal perde uma das suas vozes mais inconfundíveis. A PSP perde um parceiro, um cidadão exemplar e um amigo.
Patrick Morais de Carvalho: "Foi um grande embaixador do Belenenses"
Patrick Morais de Carvalho lamentou esta quarta-feira, em declarações a Record, a morte de Luís Represas. O presidente do Belenenses falou de um "ser humano muito generoso" e de alguém que, "nos últimos anos", "foi um grande embaixador do clube", do qual era adepto.
O ator Ruy de Carvalho lamentou a morte do amigo: "Não é justo, meu querido Luís. Estiveste sempre a meu lado e não pude despedir- me de ti com a mesma amizade e carinho com que sempre me trataste." Numa dedicatória partilhada nas redes sociais, escreveu: "Portugal deve- te muito. Em breve estaremos todos juntos a cantar."
Carlos Moedas: "A paixão por Lisboa faz parte do legado que deixa"
Carlos Moedas, presidente da Câmara Municipal de Lisboa - cidade que viu Luís Represas nascer - despediu-se de "uma das vozes mais inesquecíveis da música e de um dos homens mais generosos e admiráveis da cultura portuguesa". Numa nota n X, escreveu que o artista "cantou o amor, a paz e a liberdade com uma sensibilidade e elegância ímpares".
"Foi um lutador incansável pela independência de Timor, um embaixador inesgotável da língua portuguesa e um promotor inexcedível da lusofonia não só enquanto músico, mas também como escritor", lê-se. "A sua paixão por Lisboa, onde nasceu, que tanto o inspirou e que celebrou através das suas canções e de concertos que fazem parte da história da cidade, faz igualmente parte do legado que deixa."
Despedimo-nos de uma das vozes mais inesquecíveis da nossa música e de um dos homens mais generosos e admiráveis da cultura portuguesa. Luís Represas cantou o amor, a paz e a liberdade com uma sensibilidade e elegância ímpares.
O Partido Socialista lamentou a morte de Luís Represas, uma das "vozes mais marcantes de Portugal". "Um artista que soube transformar a música em memória, emoção e compromisso. O seu legado permanecerá vivo nas canções que atravessaram gerações e, de forma muito especial, em “Timor”, um hino de esperança, liberdade e solidariedade que acompanhou a luta de um povo e marcou profundamente a consciência de tantos portugueses", lê-se numa nota no X.
À família, aos amigos e "a todos os que hoje sentem esta perda, o Partido Socialista manifesta o seu profundo pesar. Que a sua voz e a sua música continuem a inspirar as gerações futuras."
Portugal perde uma das suas vozes mais marcantes, um artista que soube transformar a música em memória, emoção e compromisso. O seu legado permanecerá vivo nas canções que atravessaram gerações e, de forma muito especial, em “Timor”, um hino de esperança, liberdade e… pic.twitter.com/3ZwgMybBhQ
Ana Mendes Godinho: "Serás sempre poeta, mais alto"
Ana Mendes Godinho lembrou os "momentos maravilhosos e felizes" que foram os concertos de Luís Represas, pelos quais está "perdidamente agradecida". Numa mensagem nas redes sociais, a ex-ministra do Trabalho homenageou o cantor: "A dar-nos sempre garras e asas de condor, com a Florbela Espanca. Serás sempre Poeta, Mais Alto".
Herman cita Camões: "O desaparecimento prematuro de outro Luís insubstituível"
O humorista Herman José relembrou nas redes sociais uma das conversas que teve com Luís Represas. Citando Luís Vaz de Camões - “E aqueles que por obras valerosas / Se vão da lei da morte libertando.” - quis assinalar o "desaparecimento prematuro de outro Luís insubstituível".
José Luís Carneiro: "Obra continuará a emocionar e a inspirar"
O secretário-geral do Partido Socialista, José Luís Carneiro, lamentou a morte de Luís Represas, "cuja obra passa a fazer parte da vida" de todos. Numa mensagem no X, deixou as "mais sentidas condolências e um um abraço solidário à família e amigos".
"Hoje despedimo-nos de um grande artista. Fica a sua obra, que continuará a emocionar e a inspirar", lê-se.
Há artistas cuja obra passa a fazer parte da nossa vida. Luís Represas foi um deles.
Com a sua voz, a sua escrita e a sua forma de olhar o país e o mundo, ajudou a construir uma banda sonora que atravessou várias gerações de portugueses. A sua música uniu pessoas, despertou… pic.twitter.com/4j0cIwO23F
Belenenses recorda "genuído amor" de Represas ao clube
O Belenenses, "clube do coração" de Luís Represas, agradeceu numa mensagem partilhada nas redes sociais, tudo o que o artista fez pelos azuis do Restelo.
"O Clube de Futebol 'Os Belenenses' manifesta o seu profundo pesar pelo falecimento de Luís Represas. O Belenenses era o seu clube do coração. Ao longo dos anos, esteve sempre ao lado do Clube, colaborando de forma voluntária, generosa e desinteressada sempre que foi chamado, deixando um exemplo de dedicação e de genuíno amor à Cruz de Cristo. Neste momento de profunda tristeza, endereçamos à sua família, amigos e a todos os seus entes queridos as mais sentidas condolências. O Belenenses presta-lhe a sua sentida homenagem e agradece tudo o que fez pelo Clube. Descanse em paz", pode ler-se.
O Clube de Futebol “Os Belenenses” manifesta o seu profundo pesar pelo falecimento de Luís Represas.
O Belenenses era o seu clube do coração. Ao longo dos anos, esteve sempre ao lado do Clube, colaborando de forma voluntária, generosa e desinteressada sempre que foi chamado,… pic.twitter.com/WzTkzLQlns
O Presidente da Reública deixou uma longa mensagem no Instagram. "Enquanto houver quem cante as suas canções, Luís Represas continuará a regressar. Não como lembrança distante, mas como presença viva, nessa forma discreta e luminosa que só a verdadeira arte conhece", escreveu António José Seguro, que se encontra em Cabo Verde.
Margarida Balseiro Lopes tanmbém recorreu às redes sociais para lamentar a morte de Represas "no ano em que celebrava 50 anos de carreira". "Desaparece uma das vozes mais icónicas da música portuguesa contemporânea, além de um talentoso compositor. A solo e com os Trovante, deixa uma marca inesquecível na nossa memória coletiva", escreveu a ministra da Cultura no X.
Morreu Luís Represas no ano em que celebrava 50 anos de carreira. Desaparece uma das vozes mais icónicas da música portuguesa contemporânea, além de um talentoso compositor. A solo e com os Trovante, deixa uma marca inesquecível na nossa memória coletiva.
Montenegro: "Uma perda para o país e para a nossa cultura"
O primeiro ministro, Luís Montenegro, deixou nas redes sociais uma mensagem de condolências, refererindo-se a Represas como "uma das nossas maiores referências musicais". "A sua partida é uma perda para o país e para a nossa cultura, mas o seu legado permanecerá tão contagiante como numa vida cheia de 'sede de infinito… e dizê-lo cantando a toda a gente'. À família, aos amigos e a todos os que foram tocados pela sua obra, ficam as mais sentidas condolências", escreveu o governante.
Luís Represas é uma das nossas maiores referências musicais. A sua partida é uma perda para o país e para a nossa cultura, mas o seu legado permanecerá tão contagiante como numa vida cheia de “sede de infinito… e dizê-lo cantando a toda a gente”. À família, aos amigos e a todos…
Luís Represas morreu esta quarta-feira, vítima de doença prolongada. O artista, de 69 anos, um dos mais reconhecidos e acarinhados da música portuguesa, comemorava este ano 50 anos de uma carreira onde se incluem momentos inesquecíveis com os Trovante e, a solo, com êxitos que atravessam gerações. Tinha espetáculos agendados para os Coliseus de Lisboa e Porto em abril do próximo ano, com o intuito de celebrar meio século de carreira.
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