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UGT e CGTP representam 7% do privado (e não mostram as suas finanças)

Bruno Faria Lopes
Bruno Faria Lopes 09 de dezembro de 2025 às 23:00

A central sindical que o Governo procura convencer para aprovar a reforma laboral, a UGT, não representa muito mais do que 2% dos trabalhadores do privado. CGTP tem situação financeira mais sólida, mas nenhuma central publica as contas (ou aceita dar acesso). As duas mantêm contactos informais antes da primeira greve geral conjunta em 12 anos.

No fim de 2012, em crise e com a troika no País, o Governo organizou uma conferência sobre trabalho em Lisboa, com oradores nacionais e internacionais. A dada altura, um conferencista norueguês interpelou a plateia no grande auditório da Fundação Gulbenkian: quem ali era sindicalizado? Os nórdicos levantaram a mão, mas entre a maioria de portugueses só muito poucos o fizeram – eram os dirigentes da UGT e da CGTP. O episódio, confirmado pelo então secretário de Estado que organizou o evento, Pedro Martins, ilustra o maior desafio das duas centrais sindicais que este mês fazem a primeira greve geral conjunta em 12 anos: a baixa sindicalização, com impacto na mobilização e nas contas (que não divulgam).

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