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Registados mais de 4.500 crimes ligados ao arrendamento de casas em três anos

Os dados apontam para uma ligeira descida no número de ocorrências participadas desde 2023, com esta tendência a verificar-se também no primeiro trimestre de 2026.

A Polícia de Segurança Polícia (PSP) registou nos últimos três anos 4.553 crimes de burla por falso arrendamento de casas, deixando um alerta à população para a adoção de comportamentos de segurança.

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Em comunicado, a PSP indica que em 2023 foram registados 1.542 crimes de burla por falso arrendamento, em 2024 foram 1.511 e no ano passado 1.500.

Os dados apontam para uma ligeira descida no número de ocorrências participadas desde 2023, com esta tendência a verificar-se também no primeiro trimestre de 2026.

“Ao observar os números do primeiro trimestre de 2026 [325] e comparar os mesmos com o período homólogo de 2025 [361], é possível constatar uma diminuição de cerca de 10%, o que, em valores absolutos, corresponde a menos 36 denúncias registadas”, segundo os dados da força de segurança.

Na nota, a PSP destaca que o crime de burla tem vindo a ter uma crescente expressão na sequência da evolução digital, cujos métodos usados não são facilmente detetáveis.

“No universo de fraudes informáticas, as burlas em plataformas de alojamento ‘online’ tornaram-se um problema crescente, cujo esquema fraudulento, induz as vítimas a pagar antecipadamente por imóveis inexistentes ou já ocupados, acreditando estar a garantir uma reserva legítima”, destaca a PSP.

Estes esquemas ocorrem frequentemente através de anúncios ‘online’ e classificados de jornais, oferecendo acomodações e preços atrativos, muitas vezes com imagens e endereços reais.

A PSP conta que os burlões estabelecem contacto por ‘email’ ou telefone, negoceiam o pagamento e instruem as vítimas a transferir dinheiro, seja via transferência bancária, cheque ou envio de numerário.

No final, a vítima perde o montante enviado e nunca tem acesso ao imóvel prometido. O suspeito retira o anúncio da internet, desligando todos os contactos que usou no processo e deixa de responder ‘emails’.

Assim, a PSP recomenda a população a procurar ‘sites’, jornais ou empresas de classificados que garantam a confirmação da veracidade dos anúncios neles publicados, a desconfiar de preço abaixo do valor de mercado e pesquisar os dados do imóvel na internet (morada, designação do condomínio, dados e contactos do anunciante, entre outros).

Aconselha igualmente que sejam pedidos dados adicionais sobre a habitação: fotos do interior, cópia de contratos de fornecimento de eletricidade, luz ou gás, conferindo os dados de identificação e endereço indicado, e a pesquisar imagens no anúncio a fim de verificar se são verdadeiras.

A PSP recomenda ainda a população a verificar se o nome que está associado ao IBAN fornecido para o pagamento coincide com o do proprietário/empresa ou anunciante, a evitar qualquer tipo de transferência monetária para pessoas que anunciam o arrendamento de imóveis na internet sem que esteja certo que o anunciante é legítimo e a guardar todas as trocas de ‘emails’, fotografias e mensagens.

Na quinta-feira, a GNR lançou também um alerta à população por causa das burlas na aquisição e arrendamento de casas, numa altura em que se aproxima a época de férias, especialmente através de plataformas digitais, recomendando procedimentos de segurança preventivos.

A Guarda Nacional Republicana (GNR) indica que em 2025 registou 725 burlas na aquisição e arrendamento de casas, e que entre 2024 e 2025 deteve três suspeitos ligados a estas atividades ilícitas.

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