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José Luís Carneiro propõe Simplex para empresas e estratégia para habitação em dez anos

No discurso de encerramento do Congresso do PS, em Viseu.

O secretário-geral do PS propôs este domingo um programa de simplificação administrativa para reduzir custos de contexto das empresas e uma estratégia nacional que garanta, em dez anos, acesso universal a "habitação condigna".

José Luís Carneiro
José Luís Carneiro Lusa

Na intervenção de encerramento do 25.º Congresso do PS, em Viseu, José Luís Carneiro avançou com algumas das propostas que tem para o país, defendendo a "aceleração do aumento do salário mínimo", um "aumento sustentado dos salários" e incentivos às empresas que apostem na qualificação.

"O nosso entendimento é de que as empresas recebam incentivos equivalentes às receitas de impostos adicionais obtidas pelo Estado por via do aumento real dos salários", afirmou.

Contudo, tendo em vista o objetivo de "capacitar o tecido empresarial para criar mais e melhor emprego, são importantes medidas adicionais", com José Luís Carneiro a propor a criação de um "programa de racionalização de taxas e simplificação administrativa, visando reduzir os custos de contexto das empresas".

No âmbito empresarial, Carneiro propôs também "um programa de apoio à qualificação, dinamização e modernização do pequeno comércio, com apoios majorados para municípios do interior", e uma redução fiscal "mais incentivadora do investimento empresarial no reforço e qualificação das PME, que representam mais de 96% das empresas portuguesas, na área da inovação, incorporação tecnológica e da valorização salarial".

O socialista avançou ainda com a proposta de criação de "Pactos Estratégicos para a Competitividade Empresarial", com o objetivo de "promover a capitalização das empresas, a incorporação tecnológica e o conhecimento científico no processo produtivo e a sua internacionalização".

"Queremos uma economia moderna e inovadora e, por isso, traçamos uma meta clara: até 2035, Portugal deve convergir com a média salarial europeia e, finalmente, atingir a meta de investir 3% do PIB em investigação e desenvolvimento", antecipou.

Na área da habitação, afirmando que se trata de "um direito e não um privilégio", o PS avança com uma estratégia nacional que garanta, no prazo de dez anos, acesso universal a "habitação condigna".

"Para isso, queremos aumentar significativamente o parque público de habitação acessível, propor isenções de IRS e IRC para contratos com rendas acessíveis e garantir que 20% das rendas acessíveis fiquem abaixo da mediana do mercado", acrescentou.

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