Deputado defendeu que as ideias e intervenções deixadas neste congresso, "e sobretudo o trabalho do secretário-geral", têm que contar "com o apoio e com a mobilização de todos para que ao longo dos próximos três anos" o PS possa construir uma alternativa.
O deputado socialista Miguel Costa Matos, subscritor de uma moção setorial crítica da atual direção, antecipou este domingo que o "comboio de eleições" em 2029 irá conduzir o PS "a mais uma vitória" e José Luís Carneiro a primeiro-ministro.
Miguel Costa Matos, deputado socialistaLusa
"Em 2029 teremos um comboio de eleições: legislativas, autárquicas, regionais e europeias. E tem que ser um comboio que conduza o nosso partido a mais uma vitória e José Luís Carneiro possa tornar-se primeiro-ministro de Portugal", afirmou Miguel Costa Matos no 25.º Congresso do PS, em Viseu.
O deputado apresentava a sua moção setorial, intitulada "Socialismo com Futuro", que lamenta que o partido esteja em "cima do muro do 'nim'" e numa posição indecisa, considerando que é preciso "sacudir a imagem de parceiro parlamentar do Governo" e afirmar os socialistas como alternativa.
Costa Matos defendeu que as ideias e intervenções deixadas neste congresso, "e sobretudo o trabalho do secretário-geral", têm que contar "com o apoio e com a mobilização de todos para que ao longo dos próximos três anos" o PS possa construir uma alternativa.
O ex-líder da Juventude Socialista (JS) realçou que a reunião magna, que termina hoje, deve ser "um ponto de partida e não só um ponto de chegada" e elogiou o facto de neste congresso existir um ponto denominado "Oficina do Futuro", com vários painéis nos quais participaram não apenas figuras socialistas mas também membros da sociedade civil.
Miguel Costa Matos deixou ainda algumas sugestões de melhorias internas, como mais canais de comunicação interna, a formação de militantes e ajudar secções e concelhias "para que elas possam ter uma atividade no concreto".
"Além da transformação do território nas secções precisamos de fazer uma transformação na nossa cabeça e na nossa fala. Precisamos de vencer a batalha das ideias e dos valores porque lá fora o medo e o egoísmo e o ódio estão a vencer", avisou.
Das 50 moções setoriais entregues ao Congresso, esta manhã foram apresentadas 14, subscritas pelos 10% de delegados eleitos exigidos pelo regulamento para a sua apresentação na reunião magna.
Ana Catarina Mendes, eurodeputada e ex-líder parlamentar do PS, apresentou a moção "Construir o futuro com memória -- o horizonte europeu", defendendo que o partido tem que continuar a ser uma voz liderante dentro do espaço europeu".
A socialista alertou para "ataques às democracias", e a insegurança devido à guerra na Ucrânia, salientando que a política europeia de Defesa não pode comprometer o Estado Social e tem que aproveitar para dinamizar a economia.
"Nós somos o verdadeiro partido europeísta e defendemos uma Europa justa", realçou.
Bruno Gonçalves, também eurodeputado, subscritor da moção "Portugal, o terceiro maior país europeu", defendeu que mais do que debater "meras táticas de curto prazo", o PS tem "obrigação de trabalhar para uma visão de futuro do país", propondo a criação de um "fundo de inovação soberano português".
Entre os vários temas das moções setoriais, Ana Umbelino, subscritora da moção "Reencontrar um lugar da cultura na cidade", repudiou "nomeações discricionárias e afastam
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