"Pancada" nas contas e "novos pobres", os receios dos autarcas

'Pancada' nas contas e 'novos pobres', os receios dos autarcas
Margarida Davim 03 de abril de 2020

Com grandes despesas e enormes perdas de receita, as autarquias vão a sofrer um rombo grande com a pandemia de covid-19. Os autarcas avisam que a crise que aí vem será grande e que são precisas medidas de apoio social inovadoras.

O surto do novo coronavírus veio mudar tudo. Câmaras que viviam com desafogo financeiro como Cascais, Vila Nova de Gaia ou Braga, estão agora a viver dias de incógnita financeira. Há milhões em receitas perdidas e muito dinheiro gasto em programas de apoio para lutar contra a pandemia. Mas os autarcas que falaram com a SÁBADO estão sobretudo preocupados com as marcas que esta crise vai deixar. E avisam: haverá novos pobres e empresas em aflição financeira que vai ser preciso ajudar.

"As prioridades nunca mais serão as mesmas. A primeira prioridade vai ser o apoio social. A segunda, permitir a reanimação da economia", afirma à SÁBADO o presidente da Câmara de Viseu, Almeida Henriques, que antevê um período difícil para as famílias, mas também para as autarquias.

"Já estou a fazer um plano de contingência interno para ver onde vou cortar na despesa para aguentar este rombo. As autarquias vão precisar de ajuda do Estado central", afirma, defendendo a importância de "aproveitar o quadro comunitário em curso" não deixando cair os projetos.

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