Na CMTV, ministro das Infraestruturas confirmou que já são menos de 100 mil os clientes sem energia e admitiu rever o apoio individual de 10 mil euros para recuperar dos danos do mau tempo.
Miguel Pinto Luz defendeu esta terça-feira a ação do Governo na gestão da tempestade da última semana e rejeitou as acusações de inação que têm sido feitas ao executivo desde a passagem da depressão Kristin por Portugal. Em entrevista ao Grande Jornal da CMTV, o ministro das Infraestruturas garantiu que "o Governo não parou" desde a madrugada do dia 28, mas frisou que o poder político não se substitui aos especialistas na resolução dos estragos.
Ministros Pinto Luz e interlocutor discutem gestão da depressão Kristin na CMTV
"Os ministros não resolvem os problemas, coordenam as políticas públicas para os resolver", afirmou o governante, que assegurou que "o Estado estava preparado" e preveniu as populações, mas "a dimensão da tempestade foi muito grande" e tornou inevitável que nem tudo funcionasse. "É um fenómeno perfeitamente anormal", disse.
Questionado sobre mais outra situação de falhas ao nível da rede de emergência SIRESP, Pinto Luz criticou aqueles que, diz, se substituem aos especialistas, e frisou que numa situação destas não seria expectável que a rede funcionasse a 100%. "Houve torres do SIRESP que voaram, tivemos rajadas de vento superiores a 209km/h", afirmou, rejeitando por outro lado que mais podia ter sido feito no sentido de prevenir os estragos.
Também negou os vários relatos das populações, que em vários locais têm afirmado que nenhuma autoridade apareceu. "Mobilizámos a 100% a Proteção Civil. As Infraestruturas de Portugal tiveram mais de 100 homens no terreno, as empresas de telecomunicações mais de 3 mil. Hoje estão quase 3 mil militares na rua", disse, justificando mais uma vez a aparente demora no acionamento dos militares com a falta de requisição por parte das autoridades competentes: "Foram acionados quando foi preciso".
Numa altura em que as críticas ao governo pela gestão da crise têm subido de tom, o ministro preferiu ressalvar o "trabalho incansável" dos homens e mulheres no terreno, e a "rapidez" com que têm tentado repor a normalidade. "Mais de 1 milhão de clientes da E-Redes ficaram sem energia. A esta hora [cerca das 20h20] posso anunciar que estamos abaixo dos 100 mil clientes sem energia, em cinco dias".
Questionado ainda sobre os apoios previstos pelo Estado às pessoas e empresas afetadas, o ministro afirmou que estes serão aumentados se assim houver necessidade. Mais especificamente, abriu a porta a que os 10 mil euros de apoio individual a cada pessoa que tenha sofrido danos da tempestade possam ser revistos. "Estive no terreno desde o primeiro dia e já vi de tudo, desde pequenos arranjos a arranjos", disse, elencando a necessidade de "flexibilidade" na resposta.
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