Morreu o antigo ministro Jorge Coelho

Político tinha 66 anos. Terá morrido na sequência de um ataque cardíaco fulminante quando estava numa casa, na Figueira da Foz. PSP confirma à SÁBADO que foi chamada a uma casa na Figueira Foz onde "se encontrava um óbito".

Morreu o antigo ministro socialista Jorge Coelho, avançou a SIC. O político, que tinha 66 anos, morreu na sequência de um ataque cardíaco fulminante numa casa na Figueira da Foz. "Pelas 17h25, fomos chamados a uma residência na Figueira da Foz, onde se encontrava um óbito, que veio a ser confirmado", confirmou à SÁBADO o comissário Fernando Santos, do Comando Distrital da PSP de Coimbra.

Jorge Coelho morreu aos 66 anos.
Jorge Coelho morreu aos 66 anos.
Inicialmente tinha sido avançado que Jorge Coelho estaria a conduzir no momento em que sofreu o ataque cardíaco, mas tal não se verificou.

O comissário Fernando Santos, explicou à SÁBADO: "Fomos chamados pelas 17h25 a uma residência na Figueira da Foz, com indicação telefónica de que se tratava de um óbito. No local, a equipa do INEM e da PSP confirmaram a morte e percebeu-se que se tratava do ex-ministro Jorge Coelho. Não foram encontrados quaisquer indícios de crime. O óbito foi declarado no local e o corpo, por se desconhecer a causa de morte, foi encaminhado para o Instituto de Medicina Legal de Coimbra, onde chegou há pouquíssimo tempo, perto das 20h10. A suspeita de acidente de viação não faz qualquer sentido."

Jorge Coelho estaria a visitar uma casa que tencionava comprar, perto do casino da Figueira da Foz. Segundo fonte da PSP, à chegada ao local, o INEM só pôde limitar-se a constatar o óbito.

À SIC, Lobo Xavier, ainda em choque, adiantou que tinha falado com o companheiro de programa pelas 13h desta quarta-feira. Também Maria de Belém lamentou a morte do companheiro de partido.

O Presidente da República também reagiu à notícia elogiando o legado do ex-ministro dos governos de António Guterres. "As suas relações pessoas ultrapassavam as fronteiras do seu partido", recordou Marcelo Rebelo de Sousa.

Ana Paula Vitorino também reagiu no Facebook. "O Jorge é uma referência como político, como homem e com um imenso coração. Um homem que marcou o PS e os socialistas. A força, o espírito, a lucidez e o saber estar são inspiradores para todos. Para mim é um amigo que me fará muita falta e não consigo descrever a tristeza que sinto."

É um momento de dor profunda. Jorge Coelho partiu. O Jorge é uma referência como político, como homem e com um imenso...

Publicado por Ana Paula Vitorino em Quarta-feira, 7 de abril de 2021
Ao MinutoAtualizado 08.04.2021
07.04.2021 07 de Abril de 2021 às 22:12
Lusa

Francisco Rodrigues dos Santos lamenta morte de "político de grande relevo"

O presidente do CDS-PP lamentou hoje a "triste notícia" da morte do antigo ministro e ex-dirigente socialista Jorge Coelho, aos 66 anos, destacando que "foi um político de grande relevo na vida do país".

"O CDS-PP lamenta profundamente a triste notícia do falecimento de Jorge Coelho e endossa as suas mais sentidas condolências à respetiva família e amigos", refere uma nota enviada aos jornalistas e assinada pelo presidente do CDS-PP.

Francisco Rodrigues dos Santos destaca que "Jorge Coelho foi um político de grande relevo na vida do país, ao qual se entregou no exercício das mais altas funções do Estado, com seriedade, visão e sentido de compromisso".

"Tinha, pois, uma rara forma de estar na política aberta ao diálogo e ao debate leal, procurando as convergências acima das diferenças. Que Deus o guarde", acrescenta o democrata-cristão.

07.04.2021 07 de Abril de 2021 às 22:11
Lusa

Mariana Vieira da Silva: "É uma figura incontornável da política nacional"

A ministra de Estado e da Presidência lamentou hoje a morte de Jorge Coelho, "uma figura incontornável da política nacional" que em todas as áreas da sua vida mostrou "enorme dedicação e um espírito combativo ímpar".

Em comunicado, Mariana Vieira da Silva "lamenta profundamente a morte do ex-ministro Jorge Coelho, que assumiu a pasta da Presidência do Conselho de Ministros no XIV Governo Constitucional", apresentando sentidas condolências à família e amigos.

Na perspetiva da ministra, "Jorge Coelho é uma figura incontornável da política nacional" e teve ainda "uma carreira ligada igualmente à administração pública", destacando-se também "como dirigente partidário, analista político e empresário, demonstrando sempre, em todas as esferas da sua vida, grande entusiasmo, enorme dedicação e um espírito combativo ímpar".

Na mesma nota, Mariana Vieira da Silva referiu ainda que Jorge Coelho foi eleito seis vezes deputado à Assembleia da República, pelo PS, e exerceu vários cargos no Governo entre 1995 e 2001.

07.04.2021 07 de Abril de 2021 às 22:10
Lusa

Cabrita destaca "extraordinária dedicação ao serviço público e à democracia”

O ministro da Administração Interna destacou hoje a "extraordinária dedicação ao serviço público e à democracia" prestada durante décadas pelo antigo ministro Jorge Coelho e recordou a sua passagem por este Ministério.

"Foi com profunda tristeza que tomei conhecimento do falecimento do Dr. Jorge Coelho, distinto governante português nos XIII e XIV Governos constitucionais e, designadamente, ministro da Administração Interna entre 25 de novembro de 1997 e 25 de outubro de 1999", refere Eduardo Cabrita, numa nota de pesar enviada à agência Lusa.

O ministro recordou que foi no extinto Secretariado de Apoio ao Processo Eleitoral (STAPE), estrutura do Ministério da Administração Interna, que Jorge Coelho iniciou o seu percurso profissional, tendo posteriormente exercido funções fora desta área governativa, à qual voltou como ministro da Administração Interna, no XIII Governo Constitucional, liderado por António Guterres.

"Neste momento difícil para todos os que conheciam e admiravam Jorge Coelho, apresento as minhas condolências e solidariedade, pessoais e como ministro da Administração Interna, à sua família", sublinha.

Eduardo Cabrita presta ainda "uma sentida homenagem ao homem que, durante décadas, serviu Portugal e os portugueses, com uma extraordinária dedicação ao serviço público e à democracia".

07.04.2021 07 de Abril de 2021 às 22:08
Lusa

Fernando Medina recorda "socialista mais querido de todos"

O dirigente socialista e presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, recordou hoje Jorge Coelho como "o socialista mais querido de todos" e que "a todos unia".

Numa mensagem divulgada nas redes sociais, Medina começa por dizer que "escrever sobre a morte de Jorge Coelho hoje é um choque", revelando que ainda na terça-feira tiveram um encontro "de horas a discutir política e a falar sobre a vida" e hoje continuaram a conversa por mensagem, antes da "notícia trágica".

O autarca recorda que conheceu Jorge Coelho há 20 anos, quando trabalhou com o então primeiro-ministro António Guterres.

"Pouco tempo depois ele sai do Governo, depois da queda da ponte de entre os Rios, decisão que ainda hoje marca o país e a forma de estar na política. Naquela época ele era o socialista mais querido de todos, aquele que a todos unia. Ao longo dos anos nunca perdeu esse estatuto", defendeu.

Para o dirigente do PS, Jorge Coelho "é indiscutivelmente um dos principais construtores do moderno Partido Socialista e um dos mais fiéis interpretes da sua ligação mais profunda ao país e aos portugueses", apesar de nunca ter sido secretário-geral do partido.

07.04.2021 07 de Abril de 2021 às 22:01
Lusa

José Sócrates recorda "político com uma grande intuição"

O antigo primeiro-ministro José Sócrates lamentou a "notícia trágica" da morte de Jorge Coelho, com quem integrou o Governo de António Guterres, recordando uma pessoa de "extrema jovialidade de espírito" e "um político com grande intuição".

 "Era um homem encantador, que fazia amigos facilmente e uma pessoa de uma extrema jovialidade de espírito", destacou à agência Lusa José Sócrates.

Para o antigo primeiro-ministro, entre 2005 e 2011, Coelho era "um político com uma grande intuição, capaz de transformar o sentimento que ele intuía no povo em conceitos que podiam ser usados na retórica política".

José Sócrates e Jorge Coelho integraram enquanto ministros os governos liderados por António Guterres, entre 1995 e 2002.

07.04.2021 07 de Abril de 2021 às 22:00
Lusa

Rui Rio recorda "pessoa afável e de excelente trato"

O presidente do PSD, Rui Rio, recordou hoje o antigo ministro Jorge Coelho como uma "pessoa afável e de excelente trato", lamentando "profundamente" a sua morte.

"Lamento profundamente o súbito desaparecimento de Jorge Coelho, pessoa afável e de excelente trato, com quem eu tinha uma agradável relação pessoal. Presto-lhe sentida homenagem e envio as minhas condolências à sua família e ao Partido Socialista", escreveu Rui Rio, numa publicação na sua conta oficial da rede social Twitter.

Também o PSD, numa nota de pesar, expressou "consternação" com a notícia da morte de Jorge Coelho, que "a todos apanhou de surpresa". 

"Figura marcante do panorama político nacional e do Partido Socialista, Jorge Coelho dedicou grande parte da vida ao serviço público, tendo sido ministro Adjunto, ministro da Administração Interna, ministro da Presidência e do Equipamento Social nos governos de António Guterres. Posteriormente, a sua carreira passou também pelo mundo empresarial", recordam os sociais-democratas.

07.04.2021 07 de Abril de 2021 às 21:44

Grupo Mota-Engil lembra "amigo comprometido e empenhado"

O Grupo Mota-Engil, do qual Jorge Coelho foi CEO, descreveu o gestor como um "amigo comprometido e empenhado".

"Eram públicas e conhecidas as suas qualidades como Homem de carácter e convicções e enormes as suas qualidades como profissional de excelência, líder empresarial, agregador de vontades, e o seu nome e percurso ficará para sempre ligado ao nosso Grupo", refere a empresa em comunicado.

Jorge Coelho foi convidado para o cargo de CEO do Grupo Mota-Engil em 2008, tendo realizado o plano estratégico do grupo entre 2009 e 2013, designado "Ambição 2013".

O Grupo Mota-Engil deseja ainda "as mais sentidas e sinceras condolências" a um "amigo, filantropo discreto, socialmente preocupado e comprometido", que consideram ser um "exemplo de responsável e empenhada cidadania".

07.04.2021 07 de Abril de 2021 às 20:10
autor Diogo Camilo

António Costa: "Ninguém expressou tão bem a alma socialista"


Um momento "particularmente doloroso": foi assim que o primeiro-ministro, António Costa, descreveu a perda de Jorge Coelho, antigo ministro dos governos de António Guterres.

Dirigindo inicialmente "profundas condolências" à mulher e filha do político, o secretário-geral socialista apontou que os portugueses "recordarão Jorge Coelho como um cidadão dedicado ao seu país, que serviu com grande dignidade o governo que deixou há 20 anos, assumindo a responsabilidade de uma tragédia imensa", disse, fazendo referência à queda da Ponte Entre-os-Rios.

"Estamos todos em choque. Para nós socialistas é um momento particularmente doloroso", acrescentou, visivelmente abalado. António Costa apontou que Jorge Coelhou "continuou a servir o seu país", trabalhando como gestor e empresário na sua terra, Mangualde.

"Não era só um camarada mas um ídolo socialista, um ídolo de todos nós, sempre capaz de dar uma palavra de bom senso nos momentos de maior exaltação e aquele que soube interpretar o sentimento de bem comum da alma socialista. Um camarada que todos perdemos, que devemos todos chorar e que a pandemia não nos deixará a devida homenagem àquele que é seguramente, se não o mais querido, um dos mais queridos de todos nós", disse Costa, descrevendo Jorge Coelho como "uma força da natureza que ajudou a reerguer o PS nos anos 90 e que "ninguém expressou tão bem a alma socialista".

07.04.2021 07 de Abril de 2021 às 19:51
autor Ana Bela Ferreira

Marques Mendes sem palavras

O comentador político Marques Mendes destacou "o carisma" e as "convições" e "coragem" do político Jorge Coelho. Lembrou ainda a "atitude politicamente notável" que o ex-ministro teve ao demitir-se na sequência da queda da ponte de Entre-os-Rios, em 2001. "Não tonha culpa nenhuma e demitiu-se e isto só demonstra o caráter político que tinha Jorge Coelho."

Sucessor de Marques Mendes na tutela da comunicação social, Jorge Coelho telefonou-lhe para "uma conversa franca de passagem de pasta". "Ele associou-me ao lançamento da RTP Internacional que eu tenha começado. Não é normal este gesto na política e mostra uma nobreza de carácter", elogiou o social-democrata.

07.04.2021 07 de Abril de 2021 às 19:47

A mensagem do Presidente

Com o dramático falecimento de Jorge Coelho desaparece uma das mais destacadas personalidades da vida pública portuguesa nas décadas de 70, 80 e 90, em que foi governante, parlamentar, Conselheiro de Estado, dirigente partidário, analista político e gestor empresarial.

Reunindo grande intuição, espírito combativo, perspicácia política, afabilidade pessoal e sentido de humor, por entre os escolhos inevitáveis dos apoios e das contraditas, deixou na memória dos Portugueses o gesto singular de assumir, em plenitude, a responsabilidade pela Tragédia de Entre-os-Rios e a capacidade rara de antecipar o sentir do cidadão comum.

O Presidente da República recorda, com saudade, o amigo e apresenta à sua Família as mais sinceras condolências.

07.04.2021 07 de Abril de 2021 às 19:45
autor Diogo Barreto

Jorge Coelho 1954-2021

Deputado pelo PS entre 1987 e 1995, Jorge Coelho foi ministro das Equipamento Social no segundo governo chefiado por António Guterres. Durante a campanha que levou à vitória dos socialistas nas eleições foi um dos braços fortes de Guterres.

O empresário era membro do Partido Socialista desde a década de 80, tendo sido ministro nos dois governos de António Guterres. Foi ministro Adjunto, ministro da Administração Interna e ministro da Presidência e Ministro do Equipamento Social.

Da sua atuação enquanto ministro adjunto deixou obra criada através das Lojas do Cidadão.

Acabou por se afastar do Governo depois da tragédia de Entre-os-Rios em março de 2001. Assumiu a "responsabilidade política" pelo desastre e o seu último ato público enquanto governante foi pedir a abertura de um inquérito ao caso. Afirmou mesmo que "a culpa não pode morrer solteira". Foi substituído por Ferro Rodrigues.

Durante muitos anos foi comentador no programa Quadratura do Círculo com Pacheco Pereira e António Lobo Xavier, na SIC Notícias e na TSF.

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07.04.2021 07 de Abril de 2021 às 19:43
autor Ana Bela Ferreira

António Guterres: Era "um amigo queridíssimo"

António Guterres reagiu à morte "do amigo queridíssimo". "O Jorge Coelho era um homem que me acompanhou em momentos decisivos da minha vida", acrescentou o antigo primeiro-ministro e secretário-geral das Nações Unidas.

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